sábado, 10 de novembro de 2012

Isabel Jonet

Em jovem fui presidente de uma das secções paroquiais das Conferências de S. Vicente de Paulo e lidei, embora a dimensões muito menores, com o mesmo género de problemas com que se debate a Isabel Jonet.
Nunca concordei com o modo como a recolha de alimentos para o BA se efectua. Os dias da recolha são jackpots, essencialmente para os “merceeiros” Belmiro e Soares dos Santos. Vendo bem, parte (do valor) que é doado não chega às bocas de quem necessita. Seriam muito mais interessantes contribuições em dinheiro para que o BA pudesse negociar com os PRODUTORES PORTUGUESES de massas, arroz, bolachas, conservas, leite, feijão, etc… etc… a compra dos mesmos produtos, sem que intermediários fizessem parte do circuito. No entanto, como não organizei nenhum banco alimentar, baseado nos pressupostos que enunciei, não me assiste o direito de criticar quem faz de parte importante da sua vida uma dádiva pessoal para quem mais necessita.

Há coisas que, nos tempos que correm, quando a comunicação social e as redes sociais estão dominadas pelos interesses, que não vale a pena nomear, não devem ser ditas sob pena de terem consequências negativas, sobretudo para os que queremos ajudar. O que sobra à Isabel Jonet, em generosidade e também “tiismo”, falta-lhe em manhosice.

     

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