terça-feira, 10 de março de 2015



LOCAL: Grécia, Teatro do Epidauro.
DIZ TSIPRAS: Kamaradas, estamos aqui reunidos para que me ajudem a encontrar os piores ditos que vamos atirar aos cabrõ.. do EuroGrupo e à put. da Imperatriz Merkel.
(Aplausos vibrantes do coro. O cego Tirésias bate no chão com uma vara e a cena prossegue)
DIZ TSIPRAS: Kamaradas, quem quer começar?
DIZ MANOLOS: Kamaradas, eu, Manolos Manolopolus, representante da facção nº 149, segmentada na XVI internacional AC do nosso partido, declaro o seguinte:
"Considerando que, no passado, o nosso glorioso partido sempre contestou a existência de mais 50 deputados, atribuídos ao partido vencedor das eleições, medida inventada pelos odiados Pasok e NovaDemocracia para se manterem eternamente no poder, proponho que essa aberração democrática seja abolida daqui para a frente. Tenho dito".
(Aplausos do coro, dirigidos ao Kamarada Manolos).
DIZ TSIPRAS: Kamarada Manolos... não sejas burro!
(O coro pára imediatamente de aplaudir e começa a apupar Manolos, enquanto o cego Tirésias tenta desesperadamente atingi-lo com uma máscara de madeira)
CONTINUA TSIPRAS: Kamarada Manolos, repito, NÃO SEJAS BURRO, isso era quando estávamos na oposição. Agora, que estamos no poder, esse extra de deputados pode ser-nos muito útil nas próximas eleições.
(Aplausos entusiastas do coro, enquanto o ex-kamarada, actualmente contra-revolucionário Manolos, é arrastado do palco por dois voluntários, vindos da Lusitânea, que, com esse esforço, conseguem aprovação no exame de entrada na O.V.B. (Organização Varoufakiana de Bufos)).
DIZ JORGE JESUS: "É pá não á porblema, targamno pó Bem fica. É que se não pudér jugar o Samaras... joga o Manolos".

segunda-feira, 9 de março de 2015

Muito incorrecto é verdade.
Mesmo quando era jovem e andava metido nas beatices da Igreja, nunca apreciei ladainhas.
Isto a propósito da ladainha feminina, com especial relevância nestes oitos de Março, sobre a desigualdade de género, mais isto, mais aquilo, frito e cozido, quando a generalidade(*) das mulheres, como mães e educadoras, constituem o elemento primordial na criação e manutenção dessa mesma desigualdade.
Outra ladainha prende-se com a chamada "luta das mulheres" pela conquista da igualdade.
Qual luta qual carapuça; simplesmente a sociedade de consumo, entidade abstracta, mas com actividade concreta na nossa vida quotidiana, entendeu como necessária a maior autonomia das mulheres, (especialmente financeira) no sentido de poderem dedicar-se, sem o controlo e presença inibidora dos homens, ao que essa sociedade de consumo pretende.
Ao mesmo tempo financiaram uma data de empresas de inventores e engenheiros (homens) para que máquinas de lavar louça e roupa, robots de cozinha, aspiradores, carros mais pequenos e portanto fáceis de conduzir e de arrumar, etc... etc... vissem a luz do dia e contribuíssem para essa mesma autonomia, dando à metade da humanidade, até aí muito ocupada, o tempo, esse grande amigo do consumo.
Por algum motivo, é nas sociedades mais pobres e religiosamente controladas (isentas de consumo público e fútil) que as mulheres são mais exploradas e têm menos direitos.
(*) Nada do que aqui está escrito se aplica à minoria de mulheres que vão ler este post; apenas é verdadeiro para a outra imensa maioria que tem mais que fazer do que estar a perder tempo comigo, especialmente neste dia todo feito de cravos e rosas, consoante a cor política dos ofertantes.

terça-feira, 3 de março de 2015

Ontem, quando regressava de uma animada partida de futsal, ao mesmo tempo que ouvia no mp3 uma magnífica canção de José Afonso chamada Utopia, dei comigo a reflectir sobre os porquês de ser o futebol, mais que um desporto, um extraordinário movimento de massas, transversal às sociedades e concitador de paixões como não existe paralelo em quase nenhuma outra actividade humana. Provavelmente é por ser absolutamente o espelho perfeito dos alcatruzes da nora que constituem a nossa vida quotidiana: brilhantes, desastrosos, manhosos, individuais umas vezes, colectivos outras e com a dose perfeita de controvérsia que se arrasta muito para além do tempo de jogo.
A própria política tem muito a ver com os conceitos do futebol, isto a propósito de uma jovem brilhante que se evidenciou na comissão parlamentar que investiga o escândalo BES, Mariana Mortágua, capaz, como poucos, de grandes fintas e boa visão de jogo, as quais culminaram no espectacular golo de bandeira em que um aparvalhado guarda-redes Zeinal Bava mais não pôde fazer que seguir o esférico com os olhos.
Ora a Mariana, jovem talentosa, tem o pecado de militar num clube pequeno, dos tais que nunca se pensa que possa ganhar o campeonato, sendo, por isso quase impossível que ela consiga chegar à selecção (governo) nacional.
Restar-lhe-ia, tal como no futebol, trocar o seu clube por um grande, como outros têm feito, até mesmo para uma espécie de equipa B de um grande, como fizeram os seus correligionários Rui Tavares, Daniel Oliveira e Ana Drago, na tentativa de serem chamados, mesmo na condição de suplentes, a um jogo naquelas taças menos importantes.
Ora isso quase nunca dá bons resultados. Milhares e milhares de futebolistas tentaram essa táctica mas invariavelmente perderam-se, quer seja porque jogar num grande não é o mesmo que jogar num pequeno, quer ainda porque os poderes instituídos nessas agremiações, os forçam a acomodar-se ou a desistir.

Então, tal como com Lenine, perguntemo-nos: Que fazer?

Muitos de nós certamente gostariam de poder votar na Mariana Mortágua sem, ao mesmo tempo, serem obrigados e votar na Catarina Martins, no militante X ou Y do BE e também de termos a capacidade de eleger outros de vários partidos, ou até gente fora dos partidos, mas só nos resta a malfadada cruz no boletim, significando a nossa entrega total a uma única formação de que desconhecemos a maioria das figuras ou até se as trocas e baldrocas da política farão com que sejam outros boys ou girls, ainda mais desconhecidos, os que vão usufruir do trabalho que tivemos na deslocação à mesa de voto.

Para já e nos próximos tempos, não tenho ilusões. Vai continuar a ser assim, mesmo que isso afaste cada vez mais gente do que deveria ser uma alegria cívica e não uma espécie de encolher de ombros destinado a assinalar mais um ritual de substituição de uns que são maus por outros que são péssimos.

No entanto - e aqui está a ligação com a canção Utopia, do início do texto - tenho fé (e esperança) que, no futuro, as coisas serão diferentes: A próxima geração, completamente info-alfabetizada, poderá votar exclusivamente via smartphones, tablets, computadores ou outro qualquer gadget electrónico que os substitua ou complemente. Isso fará com que seja possível cada um votar na sua própria "playlist", fugindo de vez à subordinação aos lóbis partidários, à falsa democracia representativa e ao centralismo democrático, até referendando situações em modo instantâneo, etc, etc, numa recriação da verdadeira democracia directa, até aqui só possível em pequenos grupos.

Poderão aí, os que vierem depois de nós, criar a verdadeira selecção nacional da política. Até os riscos do "conário" eleger um qualquer Tony Carreira para Presidente ou a "picharia" uma boazona duma Cristina Ferreira para Primeira-Ministra serão, mesmo assim, bem menores que os que nos permitiram eleger os que já elegemos nos últimos 40 anos.
     


  


O sr. Tsipras tem absoluta razão: os governos conservadores de Portugal e Espanha (e também da Irlanda, embora com menos barulho) tudo têm feito (dentro das suas limitações, especialmente nós que valemos zero virgula qualquer coisa) para que o senhor e o seu governo não tenham sucesso. É humano. Andaram estes últimos anos a ser "bons alunos" do BCE, da Comissão e do FMI, aplicando medidas brutais de austeridade para que agora viesse um "mau aluno", apenas porque bate o pé, passar na mesma com distinção e louvor. 
Também é humano aceitarmos que o senhor Tsipras, depois do fabuloso óscar da melhor entrada de leão e saída de sendeiro do século XXI, tenha necessidade de farroncar, perante os seus correlegionários (que pastoreados pelo herói da luta anti-nazi Manolis Glezos, já lhe começam a morder as canelas), assacando culpas do seu insucesso a estes dois outros "pobretanas" da Europa. É, ao fim e ao cabo, a velha história do seu Panatinaikos que, quando perde, é sempre culpa dos árbitros.
Acho bem que, na tentativa honesta e séria de proporcionar melhor nível de vida ao seu povo, estique a corda e use todos os meios para receber o máximo possível, dando o mínimo que puder em troca, incluindo o "euromilhões" de tudo receber sem nada pagar. Se o conseguir será, nas circunstâncias actuais em que a contra-informação também não dorme, um feito notável, inteiramente mérito seu.
Só que - e permita-me o abuso de um conselho - estique a corda só até ao limite em que ela não parta. Os "outros" não andam a dormir e podem perceber que, chutando a Grécia para fora do euro, serão 300 mil milhões de prejuízo, mas que, mantendo a Grécia dentro serão 500 ou 600 mil milhões. Aí a coisa pode descambar e, para seu mal, já todos perceberam que isso é mesmo a única coisa que o senhor não quer.
Sr. Alfredo Barroso, compreendo a sua azia perante as declarações infelizes do António Costa. Só que - a internet e a liberdade de expressão são "lixadas" - ontem ouvi, no Eixo do Mal, um habitualmente carrancudo Daniel Oliveira colocá-lo literalmente no esgoto, apresentando umas declarações ignóbeis dos seus tempos áureos de super-tachista do regime e do tio marocas, isto porque o senhor Barroso também não se escusou a chamar-lhe oportunista, devido à saída do Bloco de Esquerda, com o fito de apanhar um tachito no futuro governo PS. Se me permite um dito popular: Que "putedo", senhor Alfredo!
A questão relacionada com a alegada falta de pagamento à Segurança Social do Primeiro Ministro de Portugal é, a provar-se que é efectivamente um atropelo à lei em vigor à data, um facto muito grave. Isto porque, sabendo nós que milhares e milhares de portugueses, trabalhadores independentes, mistos e empresários o fizeram, até fazendo gala perante os tansos que cumpriam as suas obrigações, sempre à espera de uma prescrição, a eleição do Presidente ou até a visita do Papa, incluindo a passagem por baixo da mesa de umas massas para que o seu processo numa qualquer repartição fosse sucessivamente colocado na base da pilha, torna-se mortal num cidadão que, passados alguns anos, se torna Presidente do Governo. Hoje em dia - felizmente - tudo se sabe e não vale a pena tergiversar com possíveis erros dos "serviços". Ou é ou não é. E, caso seja, não pode haver alternativa a não ser a demissão imediata da personagem.


Diz A: Vejam lá que, em 85, os cabrões e chupistas dos gregos, que já andavam a mamar há 4 anos, não queriam que Portugal e Espanha entrassem para a CEE, porque assim o taco tinha que ser dividido por mais 2 pobres. É muito bem feito que agora os governos espanhol e português se vinguem. E com vingança bem geladinha!
Digo eu: Bem, em 85 também eu fui grego. Durante uns meses tive a secreta esperança que eles conseguissem fazer-nos o favor de impedir a nossa entrada. Infelizmente o ocidente estava "carregado", sobretudo à custa da miséria dos povos de África, da América Latina, da Ásia, havia o perigo soviético e lá "compraram" aos éfe dê pês dos gregos a nossa participação no bolo.
Diz B: É pá não vamos tão longe. Os gregos actuais não têm culpa que os de 85 fossem assim. As novas gerações gregas já passaram as passas do Algarve e merecem o nosso apoio...
Diz o Pai Natal: De acordo contigo, mas repara: os alemães que eram crianças em 44/45 e foram cruelmente bombardeados e estripados, os que nasceram nos 50's ou 60's que passaram fome e dificuldades, num país destruído, dividido e ocupado agora são os que vocês querem que sejam obrigados a pagar indemnizações pelas atrocidades dos nazis?
Diz o Grilo: Comprenditi!
14 de Fevereiro de 1985

Diz A: Então pá, como é que é ter 30 anos? Deixaste os "intes" para ingressares nos "intas". Mais 10 anos e cais nos "entas".
Digo eu: É apenas mais um dia. Para já ainda não senti diferença; o meu "livro de reclamações" continua com as mesmas páginas que já tinha.
Diz B: Parabéns jovem! Então que dizes à felicidade que aí vem? Parece que já está tudo de acordo e finalmente vamos para a CEE. Já falta menos de um ano. Até que enfim.
Digo eu: Não sei qual é a felicidade a que te referes. Vai ser um desastre. Cá para mim, em poucos anos, vai tudo estar arrependido. E depois já será tarde...
Diz C: Lá estás tu com a mesma conversa de eurocéptico. Vai ser tudo mais barato, o whisky, os carros, as roupas de marca... Tudo o que vem "lá de fora" e que estes cabrões taxam com'ó caraças, vem por aí abaixo.
Diz D: Viajar pela Europa sem a treta do passaporte, queres melhor que isso?
Digo eu: Pois, mas vamos ficar sem indústria, sem pescas, sem agricultura... vamos viver de quê? Vamos comer o quê?
Diz E: O quê, então para que é que isso vai ser preciso se "lá fora" produzem tudo o que nós precisamos, ainda por cima muito mais barato?
Digo eu: E pagamos com que dinheiro?
Diz F: Com que dinheiro? Então a Europa vai financiar-nos. Já estou a sentir o smell do "taco" a entrar nos bolsos da malta.
Diz G: Não me digas que ainda não ouviste falar nos fundos comunitários? Vão ser milhões de contos a cair do céu. 
Diz H: Com um bocadinho de jeito ainda vai dar para montar uns esquemas de formação que os totós da Europa ainda não toparam bem com quem estão a lidar. 
Diz I: Olha, por exemplo, os gregos. Eram o país mais atrasado da Europa, muito piores que nós, e agora, desde que, há 4 anos aderiram à CEE, é tudo à fartazana...
Diz J: ... é tudo grandes bombas, ninguém faz a ponta de um corno e é só privilégios.
Digo eu: Isso é tudo muito bonito, mas eu continuo na minha. Como é que vai ser quando a Europa se chatear de mandar dinheiro? Ainda por cima isto vai ser tudo a gamar. Quando isso acontecer vamos ser apanhados descalços...
Dizem em uníssono A, B, C, D, E, F, G, H, I, J... X, Y, Z: Acabar de cair dinheiro do céu? Tu estás doido. Não vez que a Europa tem medo que a malta vá cair nos braços da União Soviética. Vão sustentar-nos até ao fim dos tempos!
Fartos da austeridade resolvemos, em família, alterar as coisas. Votámos e dessa votação saiu a seguinte regra: Cada um dos vizinhos do prédio vai emprestar-nos mil euros que nós pagaremos quando calhar e apenas em função do nosso crescimento económico. Como nós votámos, todos os vizinhos vão ser "obrigados" a cumprirem o nosso plano.
Foi, em traços grossos, esta a estratégia visível, levada por Tsipras e Varoufakis aos seus vizinhos europeus. O "nosso" Passos Coelho, que nãoprima pela inteligência sempre que é obrigado a falar a quente, apressou-se a classificar a coisa como "brincadeira de crianças". Ó Sr Passos Coelho, então o senhor acha que o greco-australiano, Doutor Varoufakis, do alto dos seus estudos em Essex e Cambridge, especialista em teoria de jogos, Professor em Austin, no Texas, anda pela Europa a brandir a Gata Borralheira?
Pelo contrário. A começar pelos próprios, toda a gente sabia que o velho Shauber, com a sua proverbial cabeça dura, ia morder o isco e colocar-se a jeito para ter que abrir os cordões à bolsa. A partir de agora, aconteça o que acontecer, serão sempre os alemães e o BCE os maus da fita. Mesmo que já o fossem, nunca tinham sido provocados de modo a fazerem estalar o verniz.

A dupla maravilha de Atenas não tem "tomates" para uma de duas coisas: Nem para tirar a Grécia do Euro, porque isso seria a miséria mesmo à séria e não duravam 2 meses, nem para se demitirem, caso os seus planos não surtam efeito. O poder é tão bom e também há que satisfazer os milhares de syrizinhas que andam há um ror de anos a colar cartazes e agora têm à mão os milhares de jobs que necessariamente vão ficar vagos. Se por cá os assessores são muitos, imaginemos o que será na Grécia.
A coisa vai continuar mais ou menos na mesma, a austeridade dos gregos vai ser exactamente igual à que seria e apenas irá mudar quando tiver que ser, mas agora, mesmo que alguém decida convocar uma manife contra as dificuldades, haverá logo uma outra convocada pelo Syriza a favor do governo. É a vida. Então e nós? Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes e hoje há Sporting-Benfica.
Devido à crise havia um grego que não tinha sapatos. Queixou-se a um amigo. Este, solícito, sugeriu-lhe uma visita às sedes dos partidos políticos. Talvez estes lhe resolvessem o problema. Chegado à sede do Aurora Dourada, foi sovado por skinheads e mordido por cães. Na Nova Democracia e no Pasok, sujeitos correctos e engravatados mandaram-no àquela parte. E assim sucessivamente até que na sede do Syriza foi mandado sentar com a pergunta:
- Sapatos?, sim senhor e então quer castanhos ou pretos. Ainda hesitou, mas, já que podia escolher, optou pelos pretos porque "dão com tudo".
- Bom se quer pretos é na 2ª porta do lado direito.
- Obrigado.
- Sim senhor, quer sapatos pretos. São de atacadores ou de pala?
- Quaisquer servem mas, já agora, podem ser de atacadores para não caírem dos pés.
- Bom, se quer de atacadores é na 3ª porta do lado esquerdo.
- Obrigado.
- Sim senhor, quer sapatos pretos, de atacadores. Então e são de sola ou de borracha?
- Já que posso escolher pode ser de borracha que dão para Verão e Inverno.
- Bom, se quer de borracha é na 1ª porta em frente.
- Obrigado.
Por tantas portas entrou e saiu o nosso herói que, de repente, se viu novamente na rua, tão descalço como tinha entrado. 
Tendo encontrado novamente o amigo, explicou-lhe a trama, desde os skinheads até à indiferença dos partidos do centrão.
- Então e no Syriza?
- Bem, os dos Syriza também não dão nada a ninguém. Só que esses é porque os alemães não deixam.


Diz A: Olá B, estás boa, então novidades?
Diz B: OLá A, não há novidades, e tu tens?
Diz A: Já sabes que há um novo governo na Europa que não tem uma única mulher como Ministra?
Diz B: A sério, cambada de misógenos, fascistas e reaccionários...
Diz A: É o governo do Syriza, na Grécia...
Diz B. Ah... então se é do Syriza, já acho bem. Eles lá devem ter as suas boas razões para 
Diz A: Escuta, tenho uma capa espectacular para a nossa próxima revista: A Nossa Senhora de Fátima é muito devota. Assim, está no Céu, de joelhos, a “rezar”, topas? “a rezar” enquanto os Apóstolos e os Santos fazem bicha para lhe acariciar o cabelo. Judas, como não podia deixar de ser, é o gajo das cobranças, com o saco do dinheiro…
Diz B: És doido, nem penses nisso, o respeito deve ser o mote da nossa publicação…
Diz A: Bom, então e esta? Um velho rabino a ser atafulhado pelo Netanyau enquanto diz entre dentes: O Holocausto? Essa tanga que nós inventámos. Hihihihi….
Diz B: Estás a começar a passar das marcas. Claro que não podes fazer uma caricatura sobre esse assunto…
Diz A: Bem, já percebi, só sobra esta: O Papa Francisco, tão amigo das criancinhas, está carregado de “meninos” ao colo, enquanto… lhes dá “conselhos”…
Diz B: Chega, somos uma publicação com princípios que não ultrapassamos em caso nenhum. Estás despedido.
Diz A: Áh… então tu também és daqueles que é contra a liberdade de expressão?
Diz B: Eu? Alguma vez te chateei quando colocaste o Maomé, todo nu, de rabo para o ar, com uma estrela espetada no olho?

Digo Eu, disfarçado de grilo falante: Sou sistematicamente vítima de bandos de melgas e mosquitos, sempre que ando por perto de zonas que são o seu território. Combato-os sem dó nem piedade, com almofadas, panos da loiça, electrocussão, gazes insecticidas, papéis com cola, etc… etc… Mas nunca ofendo esses animais, chamando-lhes filhos desta e daquela, e até fazendo uma ligeira continência militar cada vez que consigo vencer uma dessas batalhas onde, de parte a parte, não se fazem prisioneiros. Eles não são culpados. A sua natureza, a necessidade de alimentarem os filhos força-os a procurarem o meu sangue. Não têm alternativa. Por muita bondade que eu tivesse, esses insectos nunca poderiam ser objecto de um tratado de paz.
Um “jhiadista” deve ser igualmente liquidado sem rebuço, uma vez que o seu objectivo, por convicção, submissão ou lavagem cerebral é dar cabo de nós, do nosso modo de vida, da nossa liberdade individual. 
Parece, no entanto, que os poderes instituídos no ocidente preferem dar cobertura a paródias de mau gosto em vez de agirem, depressa e em força, antes que seja tarde.


Mais uns dias de "Todos somos Charlie" e lá teremos Mário Soares indignado com o governo, que permite que uma coisita de nada, que nem foi cá, ofusque e menorize a luta de José Sócrates contra a "infâmia" que significa a sua prisão preventiva.
As respostas que José Sócrates deu à TVI são em tudo semelhantes às que Isaltino Morais deu, quando estava em condições semelhantes: "não fiz, não fui, nada me disseram, provem o contrário e isto é tudo político". São, aliás, respostas típicas de políticos ou ex-políticos quando colocados nessa situação. O que já é mais estranho (ou talvez não) é que estando o 44 proibido de dar entrevistas e tendo-o feito (isto foi uma entrevista) venha agora o advogado dizer que não foi, blá, blá- Seria mais lógico aceitar que foi e submeter-se às consequências que estar agora numa de cobardice, chico-esperta, caracteristica que seguiu ao longo da vida, desde as casas mamarracho da Guarda, passando pela "pseudo-licenciatura" para acabar nas tretas de Paris, do livro sobre tortura que - imagine-se - mandou o amigo comprar às catadupas para fazer crer que se tinha vendido muito. Mais do que um processo criminal, de é inocente "até prova em contrário", há uma característica de personalidade que assoma em quase todos os seus actos: É, sem dúvida, uma espécie de trafulhazeco, tal como a personagem bem retratada por Woody Allen em "small time crocks". Confesso que já renovei o meu stock de lenços. Se algum / alguma dos órfãos e viúvas do dito necessitar, faça favor.
Cavaco recebeu 250 mil do BES. Mário Soares recebeu 570 mil do mesmo banco. Já vi que o Cavaco ainda tem muito que pedalar para chegar aos calcanhares do Marocas.
Duas ou três pequeninas coisas sobre as audições aos primos "desavindos":
- O pai de um e o tio de outro já andaram, a "mielas", há cinquenta anos, a serem papados pela Amália; e não se desentenderam!
- Os partidos mandaram os juniores para debaterem com estes dois. Parecia um bando de peixitos ou pixotes num tanque com dois tubarões que herdam o pedigree bancário de 145 anos de métier.
- Esta gente anda há 25 anos (desde que recuperaram o banco) a preparar o golpe contra o país que permitiu que, em 75, meia dúzia de pretensos iluminados lhes fizesse a "brincadeira caríssima" (para nós) de os espoliarem, prenderem com mandatos em branco, perseguirem e exilarem...
- Nota-se a diferença de "nível", em todos os aspectos, de uma personagem como o Salgado que, apesar do muito dinheiro, anda a bater com os costados no trabalho duro, "para aprender o negócio e a respeitar quem trabalha", segundo palavras do tio, desde os 14 anos e uns meninos e meninas que há poucos anos ainda andavam entretidos a colar cartazes nas juventudes (JSD, JS, JCP, JP (o BE não teve ainda tempo para ter juventudes)) como condição necessária para acederem às assessorias e à deputação. 
- No final disto tudo ainda se vai concluir que estas famílias ainda são nossas credoras. Talvez não, porque a vingança que "eles" pretendem já está obviamente assegurada e nem um tusto vamos conseguir recuperar.
- Poderíamos sempre pedir responsabilidades aos que primeiro sacaram o taco do "Dia de Trabalho para a Nação" e depois andaram a brincar às nacionalizações, mas isso não é possível. Já passaram quase 40 anos e tudo foi feito contra a reacção.
Por acaso até acho que a detenção do JS não é favorável ao governo; em Portugal gosta-se muito de mártires e fica tudo a pensar que esta detenção foi para deitar areia para os olhos, a propósito dos vistos gold. Para mim o mal de JS foi os seus amigos Vara, Penedos & Penedos, Godinho, etc... terem sido pesadamente condenados. Como ninguém gosta de sofrer sozinho, começaram a dar com a língua nos dentes. Isso foi notório quando começaram a querer usar as escutas a Sócrates, mandadas destruir simpaticamente pelo outro grande amigo Noronha do Nascimento, em sua defesa.
Perto de 15% dos docentes avaliados chumbaram na prova do ministro Crato. OOps... e "Os resultados revelam que 237 docentes tiveram menos de 30 valores e 1.236 entre 30 e 49. Ainda assim, "mais de metade" dos professores teve uma classificação de 68,25 valores e a média geral foi de 63,3. Houve ainda 1.512 provas com cinco ou mais erros ortográficos e em apenas 37% não havia qualquer erro de ortografia."

Números que "preocupam" "assustam" os directores de escola, por serem "demasiado altos para o nível de dificuldade da prova", como alerta o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, que se confessa "assustado". Não faço mais comentários porque não tenho competência para tal. Aparentemente parece que a(s) prova(s) eram mais ou menos ao nível do antigo ciclo preparatório...
Sempre ouvi dizer que a vingança se serve fria, ou uma história "espirituosa" mas pouco "santa".
Um amigo nosso, já desaparecido, dono de um negócio de produtos exotéricos que ia buscar à Grécia, gabava-se de vender alguns desses artigos (obviamente pela porta do cavalo) a uma senhora estabelecida como cartomante e, ao mesmo tempo, manter com ela um relacionamento íntimo. 
Em certa ocasião essa senhora, tendo-lhe ficado a dever uma avultada quantia, respondeu-lhe friamente que, “tinha feito contas e valorizando por X cada “trancada”, dava mais ou menos o valor em dívida e assim ficavam quites”.
Muita gente ainda não pensou nisso mas a família Espírito Santo está simplesmente a ajustar contas com o 25 de Abril.
Tal como a cartomante da “estória”, esperaram calma e pacientemente quase 40 anos para darem o golpe, entendendo que o valor de alguns milhares de milhões de euros que o Zé povinho vai desembolsar para desenrolar o novelo é mais ou menos o resto do que lhes é devido pela nacionalização dos bens, pela prisão e exílio de alguns elementos da família, pelo começar de novo, em suma, pelos incómodos que tudo isto lhes causou, incluindo a necessidade de andarem disfarçados de democratas, no beija-mão de certas personalidades pouco aristocráticas a quem tinham obrigação de matar a fome, uma vez saídos dos sucessivos governos, e a encherem o cú dos clubes de futebol mais populares com verbas de que tiveram certamente pouco ou nenhum retorno.
A trama foi construída pacientemente, com uma teia de empresas da “famiglia”, usadas para o bem (deles) e para o (nosso) mal, sempre com o rico dinheirinho dos depositantes a servir de alimento aos paraísos fiscais, onde agora, calmamente, o irão buscar.
Usaram a falácia da não necessidade de recapitalização do BES, pois – pudera – o interesse era não serem controlados e continuarem a tecer as malhas em que o tuga vai ser obrigado a pagar. 
Tudo isto permitido, como é óbvio, por uma data de gente, pobrezinha mas corrupta, alcandroada no poder durante décadas, que, por interesse, desleixo, ignorância, ou até soberba pensaram que as "boas famílias" esquecem o que lhes fizeram e até dão a outra face, por obra e graça do "espírito santo".
Agora – dirão eles, em discretas reuniões familiares - o país, que já está teso como um carapau, que fique com milhares de pessoas que vão necessariamente sair, das empresas falidas, com uma mão atrás e outra à frente e com o cadáver de um banco nos braços, até porque o negócio bancário já não é o que já foi, no tempo em que pagavam menos percentagem de IRC que um gajo que tenha um distribuição de pão, numa carrinha a cair de podre.
Sinceramente não posso criticar quando a coisa é feita com requinte; tenho que lhes tirar o chapéu; o culpado é sempre o idiota que deixa, não o que faz.

Que sirva de lição aos jovens, que a malta da minha geração não aprende nunca.

Local: Quartel General do PSD.
Diz Passos Coelho: É pá agora é que estamos lixados. E digo lixados porque no nosso partido não se dizem asneiras, como aquela que eu disse ao Rajoy no Vidago: Rodidos.
Diz Relvas: Pois, vocês são uns totós, andaram para aí a fazer constar que tínhamos uma almofada de milhões e agora o PRINCIPAL partido da Oposição, o Tribunal Constitucional…
Àparte dos restantes membros da direcção: Uuuuuuuuuuuhhhhhhh…
Continua Relvas: … o principal partido da Oposição, o Tribunal Constitucional, que é o único que consegue fazer-nos frente, filou-nos o travesseiro e agora já não vamos poder fazer flores em 2015. Até a pu.. da velha veio para a televisão falar nessa me…
Diz Passos Coelho: Calma Relvas, cuidado com a língua, olha que o César das Neves excomunga-te. A nossa agência de comunicação disse-me que só temos uma hipótese: Demitirmo-nos quanto antes para evitar que o SEGUNDO maior partido da oposição tenha tempo para mudar de líder. 
Diz Marco António: E, já agora, tens toda a razão quando dizes que os “juízes” do Constitucional têm de ser melhor escolhidos. Especialmente os NOSSOS, que passam a vida 
a votar contra as NOSSAS medidas.
Nestes tempos de campanha eleitoral acho importante que muitas pessoas, utilizando este meio, tentem sensibilizar os eleitores para a necessidade de votarem. Só assim poderão responsabilizar os eleitos. Agora já me parecem um pouco... , enfim não vou adjectivá-las, as sucessivas partilhas que proclamam: "não votes neste, nem neste, nem neste, mas sim naquele ou naqueloutro". Eu não tenho nada a ver com o partido em que os outros votam, e nem as minhas relações pioram ou são reforçadas devido a esse facto. Por que raio é que hei-de andar a ser incomodado com cartazes gigantescos que desfeiam a paisagem e ficam longas semanas a poluir, mesmo depois de tudo consumado, ou carros com idiotas de bandeirinha na janela, música aos berros e conversa da treta, ainda por cima sabendo que sou eu que pago essas excentricidades?


Pai!
Sim, filho, diz.
Pai, já fomos do Rio Ave, depois da Juventus, depois outra vez da Juventus, depois do Sevilha, depois mais uma vez do Rio Ave...
Pai!
Sim, filho, diz.
Pai, quando é que voltamos a ser novamente do Sporting?
Diz A: Parece incrível como é que as coisas são desta maneira.
Diz B: Se calhar as coisas são desta maneira porque a maioria acha que assim é que está correcto.
Diz A: Pois estão completamente errados. Fazia falta alguém que lhes abrisse a cabeça e lhes explicasse como é que as coisas devem ser.
Diz o Grilo Falante:
1º Princípio: A democracia é uma coisa excelente desde que os resultados sejam os que nós queremos. Caso contrário, os outros são burros.
2º Princípio: Como nós temos mais que fazer é sempre necessário que "alguém" resolva as coisas por nós.
No filme de desenhos animados, Hotel Transilvânia, há uma personagem que passa a vida a comer objectos dos mais variados tamanhos e feitios. Cada vez que é apanhada em flagrante, declara imediatamente: “Não fui eu!”. 
Assiste-se, na sociedade portuguesa contemporânea, a este fenómeno de infantilização das pessoas. Os políticos são corruptos, as coisas não funcionam, os desperdícios são imensos, mas nós nunca temos culpa. O “não fui eu” repete-se a cada passo, esquecendo-nos que somos nós que “os” colocamos lá. Figuras respeitadas e muito partilhadas nas redes sociais, como o advogado Marinho Pinto (e, no passado, Gonçalo Ribeiro Teles ou Rui Marques (*)) até se dão e deram ao trabalho de concorrer a eleições mas são sempre excluídos em detrimento dos passarões do costume. Querem apostar? Portugueses, vão mas é dar banho ao cão.
(*) Gonçalo Ribeiro Teles dispensa apresentações e Rui Marques, fundador da Associação CAIS e mentor do navio Lusitânia Expresso, que levou às águas de Timor a nossa vontade de libertação desse território, tiveram menos de 1% quando concorreram a eleições.
A Margarida Rebelo Pinto sempre foi uma "merda", mesmo quando vendia livros como pãezinhos quentes, mesmo a muita gente actualmente indignada. Agora que disse umas parvoeiras pretensamente fora do politicamente correcto actual, foi descoberta essa condição escatológica. Pergunto: Quanta "merda" literária não há por aí, escondida nas críticas politicamente correctas.



Se há coisa que me irrita são os anúncios dos bancos pretendendo promover a venda dos milhares de andares que lhes foram parar às mãos.
Estes "éfe-dê-pês" apropriaram-se da habitação de muitas famílias honestas que apenas devido ao infortúnio desta crise foram obrigadas a deixar de pagar as prestações. Muitas até já tinham pago mais do que as casas valem presentemente; outras, além de perderem o seu tecto, ainda continuaram endividadas.
Agora estes crápulas dão o "cú e oito tostões" para que alguém as compre. Quer dizer, não puderam renegociar ou criar períodos de carência para que os hipotecados originais pudessem respirar e agora "pagam a escritura", "fazem descontos" e alguns até "oferecem a mobília".
No entanto, pior do que estes, são os necrófagos que aproveitam para fazer bons negócios à custa do "sangue" das vítimas que tiveram o azar do desemprego ou da baixa de rendimentos.
Peço um desejo: que estes novos proprietários sejam atazanados para o resto da vida pelos "fantasmas" dos que lá moravam.
Em conclusão.
Em 2011 o Povo Português mandatou Passos e Portas para resolverem a porcaria que Sócrates fez nos 6 anos anteriores, o qual já tinha sido mandatado para resolver a porcaria que Barroso e Santana fizeram nos quase 3 anos anteriores, os quais já tinham sido mandatados para resolverem a porcaria que o bonzinho Guterres fez nos 6 anos anteriores, o qual já tinha sido mandatado para resolver a porcaria que Cavaco fez nos 10 anos anteriores, o qual já tinha sido mandatado para resolver a porcaria que Soares + Balsemão + Sá Carneiro + Lurdes Pintasilgo + Nobre da Costa + Mota Pinto + Soares + Pinheiro de Azevedo + Vasco Gonçalves + Palma Carlos fizeram nos 11 anos anteriores.
Conclusão:
1º A porcaria é sempre (como é hábito) muito superior ao que se imaginava.
2º Estes que lá estão, também como todos os outros, além de falharem vão deixar mais porcaria para os que se seguirem.

... os quais não vão poder cumprir as promessas eleitorais porque afinal a porcaria era muito superior ao que se imaginava.