Peço desculpa aos meus queridos amigos mas o meu "estômago" não me permite alinhar nas loas aos intervenientes na "revolução" da Aula Magna.
O bochechas, talvez um dos piores governantes da nossa História, de quem se dizia "se fosse primeiro-ministro do Saara, ao fim de um ano estava a importar areia", dono de 2-bancarrotas-2 (eu sei que as culpas são sempre dos anteriores), Presidente tão inútil como os outros, à excepção de, também como se dizia nesse tempo, ter dado, acompanhado dos fellows do costume, não sei quantas voltas ao mundo à nossa custa, criador da célebre Fundação para ele e os amigos nos continuarem a chupar, etc... etc...
O José Pacheco Pereira, jovem ideólogo do PSD nos tempos em que o Cavaco se entretinha a liquidar as nossas pescas, a nossa indústria e que,aliás, o exibia como troféu de caça, no sentido de ter apanhado um homem de "esquerda" para as suas hostes...
A Roseta, ex-PSD, Sá-carneirista ferrenha, ex-Independente, ex-PS, novamente independentemente do PS, sempre sempre do lado de onde sopra o tacho...
Acompanhados na prebenda da TV por cromos como o Ganda Noia , a velha Ferreira Leite, o evangelista Louçã ou - pasme-se - o regressado filósofo de Paris.
E, para que o cozinhado fique completo, aventesmas como o poeta Alegre, o Almeida Santos (olha que menino) e o Vítor Ramalho.
Lamento mas tudo isto me cheira a requentado, a ressabiamento em busca do pote perdido. Não excluindo as lutas internas do PS entre o inútil Seguro e os que temem que afinal não chegue para "lá chegar".
Combata-se o governo mas com gente descomprometida e sem passados duvidosos: Eanes, José Gomes Ferreira, Paulo Morais, Rui Moreira, até gente partidária que nunca foi governo como Bernardino Soares ou Rui Rio. Com esses estarei de alma e coração. Para estes que agora estrebucham vai o meu manguito.
Afinal não é só o "estômago", é também "memória".
sábado, 23 de novembro de 2013
sábado, 2 de novembro de 2013
Dia de Finados
Sem saber bem como, estou na “Alexandre Herculano”. À minha volta gente, muita gente, uns parados, outros a deslocarem-se sem ruído. Aliás, tudo é silêncio. As cores não enganam: a palidez do rosto e das mãos, o preto-e-branco da rua, dos prédios, do próprio céu. Estranho, não me lembrava que ainda existissem os postes com os fios dos eléctricos. Uns vestidos de sobretudo e com chapéu, além um grupo de mulheres trajando à dama-antiga, dois hippies, um bau-bau com a sua flausina de saia plissada e soquetes. Já percebi, são milhares porque estão aqui todos os que por cá andaram desde sempre. Não falam, nem sei se comunicam, talvez nalguma linguagem que eu, recém-chegado, tenha de aprender. Pelo menos o aspecto é normal, não há aquele ar aterrador dos zombies do cinema. Há uns mais novos e outros velhos, alguns muito, pelo que parece que cada um permanece na idade em que resolveu partir.
Espera, a “Coimbra” está aberta e tem pessoas lá dentro. Nem vento, nem um lixo no chão. Vou entrar. As mesas juntas e tudo sentado à volta parece configurar algum tipo de celebração; mas ninguém consome nada, aliás as mesas estão vazias do que quer que seja. Será um aniversário? E, em caso afirmativo, que data se comemora? Provavelmente a da entrada na nova vida. Saio. Tenho pressa, quero descer a avenida para, indo às raízes, tentar encontrar os meus velhos, que são só meus e os que, sendo meus, também são nossos. Talvez andem lá para os lados da "Smarta". Que excitação. Mas há tanta gente que me é quase impossível passar. Um tipo, que não reconheço, olha para mim. Espera, já consigo. Está a “falar” comigo embora a boca não mexa: “´Já vi que és novo por aqui. Tem calma, vais ter muito tempo para colocares respostas em todas as tuas perguntas”.
Descansem em paz.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
No início deste milénio, Pedro Santana Lopes, na época recém eleito Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, reivindicou a presidência da Junta Metropolitana de Lisboa, baseado no conceito de que o PSD tinha sido o partido mais votado no conjunto dos municípios que constituíam a referida Junta (Lisboa, Sintra, Cascais, Mafra, Oeiras, etc...). Não teve sorte uma vez que a lei previa que fosse atribuída ao partido com mais presidências de Câmara, que era o PS. Assim tal cargo foi atribuído a Maria da Luz Rosinha, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira.
...........
Actualmente, António Costa, recém reeleito Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, recupera os argumentos de Santana Lopes, reivindicando a presidência da Junta Metropolitana de Lisboa, baseado no conceito de que o PS é o partido mais votado no conjunto dos municípios que constituem a referida Junta (Lisboa, Sintra, etc...). Oeiras não "conta" para nenhum lado porque foi ganha por um independente próximo do Isaltino.
Não vai ter sorte uma vez que a lei continua a prever que seja atribuída ao partido com mais presidências de Câmara, que é o PCP. Assim tal cargo será atribuído provavelmente a Bernardino Soares, presidente da Câmara de Loures.
Voltando ao velho Camões: "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades".
...........
É a primeira derrota política de António Costa. Não será a última. No Verão não "os teve" para avançar contra Seguro. Assim não será nem Primeiro Ministro, nem Presidente da República, nem sequer dirigente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Galamares.
De Galamares? Porquê Galamares?
Embora muitos não saibam, Edite Estrela, antiga Presidente da Câmara Municipal de Sintra pelo PS, desafectou uma parcela do Parque Natural da Serra de Sintra para que reputados dirigentes do seu partido aí pudessem construir as suas casas; entre outros para Vera Jardim, Ferro Rodrigues, ela própria e o tal António Costa.
Está presa? Claro que não! É deputada europeia!
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Actualmente, António Costa, recém reeleito Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, recupera os argumentos de Santana Lopes, reivindicando a presidência da Junta Metropolitana de Lisboa, baseado no conceito de que o PS é o partido mais votado no conjunto dos municípios que constituem a referida Junta (Lisboa, Sintra, etc...). Oeiras não "conta" para nenhum lado porque foi ganha por um independente próximo do Isaltino.
Não vai ter sorte uma vez que a lei continua a prever que seja atribuída ao partido com mais presidências de Câmara, que é o PCP. Assim tal cargo será atribuído provavelmente a Bernardino Soares, presidente da Câmara de Loures.
Voltando ao velho Camões: "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades".
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É a primeira derrota política de António Costa. Não será a última. No Verão não "os teve" para avançar contra Seguro. Assim não será nem Primeiro Ministro, nem Presidente da República, nem sequer dirigente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Galamares.
De Galamares? Porquê Galamares?
Embora muitos não saibam, Edite Estrela, antiga Presidente da Câmara Municipal de Sintra pelo PS, desafectou uma parcela do Parque Natural da Serra de Sintra para que reputados dirigentes do seu partido aí pudessem construir as suas casas; entre outros para Vera Jardim, Ferro Rodrigues, ela própria e o tal António Costa.
Está presa? Claro que não! É deputada europeia!
domingo, 27 de outubro de 2013
Até a mim, que não participo em manifestações ou greves, me meteu dó o esforço que os repórteres televisivos faziam para descortinar uma “multidão” nas poucas pessoas que, em Lisboa e sobretudo no Porto, gritavam contra a troika.
Não que isso signifique que o povo “goste” dessa gente ou dos que, em Portugal, lhes seguem cegamente a receita. Claro que não, antes pelo contrário.
Agora é indubitável que algo está errado. Esta gente que manda na oposição de esquerda deve – sob pena de não irem a lado nenhum – deixar o circuito fechado dos sindicalistas, das comissões de trabalhadores, dos gabinetes da Vítor Cordon e falarem com o verdadeiro povo que sofre, largarem o show off televisivo dos piquetes de greve e perceberem a angústia que transparece nos rostos, nas paragens de autocarro que não se sabe se vem, nas grades fechadas do metro, no silêncio dos motores dos barcos do Tejo ou no desespero de uma consulta com meses de espera que – logo por azar – calhou num dia de paralisação de um qualquer grupo profissional e, que por esse facto, fica novamente para as calendas, e perceberem que, por cada greve contra os mais indefesos, ou manifestação agressiva em que gente (como na de sábado) entra num McDonald’s, gritando contra o capitalismo, num local onde não há um único capitalista, mas apenas empregados assustados com eventuais destruições que ponham em causa o seu precário posto de trabalho e clientes atarantados que o frequentam porque é barato e não porque sejam lacaios do capital, há votos que podiam e deviam ser da esquerda que fogem, se calhar até para a coligação que nos desgoverna.
Chego a pensar que, como essas pessoas (Arménios, Nogueiras, Avoilas, etc…) não é parva, se trata apenas da auto-defesa do seu actual estilo de vida, que é essencialmente o de gente que, ostentando profissões como electricista, professor ou funcionário administrativo, há décadas que não “fala” com um kilovátio, não risca uma ardósia com giz ou não lambe um selo para colar numa notificação.
Que tristeza!
Não que isso signifique que o povo “goste” dessa gente ou dos que, em Portugal, lhes seguem cegamente a receita. Claro que não, antes pelo contrário.
Agora é indubitável que algo está errado. Esta gente que manda na oposição de esquerda deve – sob pena de não irem a lado nenhum – deixar o circuito fechado dos sindicalistas, das comissões de trabalhadores, dos gabinetes da Vítor Cordon e falarem com o verdadeiro povo que sofre, largarem o show off televisivo dos piquetes de greve e perceberem a angústia que transparece nos rostos, nas paragens de autocarro que não se sabe se vem, nas grades fechadas do metro, no silêncio dos motores dos barcos do Tejo ou no desespero de uma consulta com meses de espera que – logo por azar – calhou num dia de paralisação de um qualquer grupo profissional e, que por esse facto, fica novamente para as calendas, e perceberem que, por cada greve contra os mais indefesos, ou manifestação agressiva em que gente (como na de sábado) entra num McDonald’s, gritando contra o capitalismo, num local onde não há um único capitalista, mas apenas empregados assustados com eventuais destruições que ponham em causa o seu precário posto de trabalho e clientes atarantados que o frequentam porque é barato e não porque sejam lacaios do capital, há votos que podiam e deviam ser da esquerda que fogem, se calhar até para a coligação que nos desgoverna.
Chego a pensar que, como essas pessoas (Arménios, Nogueiras, Avoilas, etc…) não é parva, se trata apenas da auto-defesa do seu actual estilo de vida, que é essencialmente o de gente que, ostentando profissões como electricista, professor ou funcionário administrativo, há décadas que não “fala” com um kilovátio, não risca uma ardósia com giz ou não lambe um selo para colar numa notificação.
Que tristeza!
Falando quase de culinária:
Receita do governo:
Austeridade! Não resulta, que fazemos a seguir?
Austeridade! Não resulta, que fazemos a seguir?
Austeridade! Não resulta, que fazemos a seguir?
Receita da oposição da verdadeira esquerda:
Manifestação e greve! Não resulta, que fazemos a seguir?
Manifestação e greve! Não resulta, que fazemos a seguir?
Manifestação e greve! Não resulta, que fazemos a seguir?
Receita do principal partido da oposição:
Que devemos fazer?
Perguntem ao governo. O governo é que deve ter a solução.
Pelos vistos não tem! Que devemos fazer?
Perguntem ao governo. O governo é que deve ter a solução.
Receita do Zé Povinho para eles todos:
Receita do governo:
Austeridade! Não resulta, que fazemos a seguir?
Austeridade! Não resulta, que fazemos a seguir?
Austeridade! Não resulta, que fazemos a seguir?
Receita da oposição da verdadeira esquerda:
Manifestação e greve! Não resulta, que fazemos a seguir?
Manifestação e greve! Não resulta, que fazemos a seguir?
Manifestação e greve! Não resulta, que fazemos a seguir?
Receita do principal partido da oposição:
Que devemos fazer?
Perguntem ao governo. O governo é que deve ter a solução.
Pelos vistos não tem! Que devemos fazer?
Perguntem ao governo. O governo é que deve ter a solução.
Receita do Zé Povinho para eles todos:
Os 49 Magníficos.
Confesso que já não tenho esperança no nosso sistema partidário.
Estes não prestam e a malta prepara-se para voltar a entregar o país aos outros que também não prestam. Os que podiam ser alternativa não conseguem vencer e também parece que não têm muita vontade disso.
Assim proponho uma solução:
Entregar a nossa quase milenar Pátria Amada a 49 cidadãos de Mérito, comprovadamente honestos, com ligações partidárias ou não; dar-lhes 8 anos (duas legislaturas) para nos tirarem do lixo; durante esse período não haveria eleições, parlamento, greves, manifestações ou actividade partidária. A actividade das Associações de classe (patronais ou sindicais) não poderia ser política. Eu sei que a esse "regime" se chama ditadura. Há ditaduras fascistas (democracia orgânica), comunistas (democracia popular). Esta seria a ditadura da "Gente Séria".
Eis a minha lista (25 mulheres e 24 homens).
Ana Gomes
Ana Hatherly
Anónio Brotas
António Correia de Campos
António Ramalho Eanes
Catarina Vaz Pinto
Daniel Bessa
Daniel Oliveira
Estela Barbot
Fernanda Freitas
Fernando Rosas
Francisco George
Francisco Pinto Balsemão
Gonçalo Ribeiro Telles
Graça Morais
Guilherme d'Oliveira Martins
Helena Matos
Helena Roseta
Henrique Medina Carreira
Inês Pedrosa
Isabel Stiwel
Jaime Nogueira Pinto
Joana Amaral Dias
José Pacheco Pereira
Leonor Freitas
Lídia Jorge
Manuel Clemente
Manuel Maria Carrilho
Maria das Dores Meira
Maria do Rosário Carneiro
Maria Filomena Mónica
Maria João Pires
Maria João Sande Lemos
Matilde Sousa Franco
Odete Santos
Paulo de Morais
Paulo Macedo
Rita Ferro
Rosa Mota
Ruben de Carvalho
Rui Marques
Rui Moreira
Rui Nabeiro
Sandra Correia
Telma Monteiro
Teodora Cardoso
Vasco Lourenço
Vasco Pulido Valente
Vítor Dias
Confesso que já não tenho esperança no nosso sistema partidário.
Estes não prestam e a malta prepara-se para voltar a entregar o país aos outros que também não prestam. Os que podiam ser alternativa não conseguem vencer e também parece que não têm muita vontade disso.
Assim proponho uma solução:
Entregar a nossa quase milenar Pátria Amada a 49 cidadãos de Mérito, comprovadamente honestos, com ligações partidárias ou não; dar-lhes 8 anos (duas legislaturas) para nos tirarem do lixo; durante esse período não haveria eleições, parlamento, greves, manifestações ou actividade partidária. A actividade das Associações de classe (patronais ou sindicais) não poderia ser política. Eu sei que a esse "regime" se chama ditadura. Há ditaduras fascistas (democracia orgânica), comunistas (democracia popular). Esta seria a ditadura da "Gente Séria".
Eis a minha lista (25 mulheres e 24 homens).
Ana Gomes
Ana Hatherly
Anónio Brotas
António Correia de Campos
António Ramalho Eanes
Catarina Vaz Pinto
Daniel Bessa
Daniel Oliveira
Estela Barbot
Fernanda Freitas
Fernando Rosas
Francisco George
Francisco Pinto Balsemão
Gonçalo Ribeiro Telles
Graça Morais
Guilherme d'Oliveira Martins
Helena Matos
Helena Roseta
Henrique Medina Carreira
Inês Pedrosa
Isabel Stiwel
Jaime Nogueira Pinto
Joana Amaral Dias
José Pacheco Pereira
Leonor Freitas
Lídia Jorge
Manuel Clemente
Manuel Maria Carrilho
Maria das Dores Meira
Maria do Rosário Carneiro
Maria Filomena Mónica
Maria João Pires
Maria João Sande Lemos
Matilde Sousa Franco
Odete Santos
Paulo de Morais
Paulo Macedo
Rita Ferro
Rosa Mota
Ruben de Carvalho
Rui Marques
Rui Moreira
Rui Nabeiro
Sandra Correia
Telma Monteiro
Teodora Cardoso
Vasco Lourenço
Vasco Pulido Valente
Vítor Dias
Se há coisa que me irrita são os anúncios dos bancos pretendendo promover a venda dos milhares de andares que lhes foram parar às mãos.
Estes "éfe-dê-pês" apropriaram-se da habitação de muitas famílias honestas que apenas devido ao infortúnio desta crise foram obrigadas a deixar de pagar as prestações. Muitas até já tinham pago mais do que as casas valem presentemente; outras, além de perderem o seu tecto, ainda continuaram endividadas.
Agora estes crápulas dão o "cú e oito tostões" para que alguém as compre. Quer dizer, não puderam renegociar ou criar períodos de carência para que os hipotecados originais pudessem respirar e agora "pagam a escritura", "fazem descontos" e alguns até "oferecem a mobília".
No entanto, pior do que estes, são os necrófagos que aproveitam para fazer bons negócios à custa do "sangue" das vítimas que tiveram o azar do desemprego ou da baixa de rendimentos.
Peço um desejo: que estes novos proprietários sejam atazanados para o resto da vida pelos "fantasmas" dos que lá moravam.
Estes "éfe-dê-pês" apropriaram-se da habitação de muitas famílias honestas que apenas devido ao infortúnio desta crise foram obrigadas a deixar de pagar as prestações. Muitas até já tinham pago mais do que as casas valem presentemente; outras, além de perderem o seu tecto, ainda continuaram endividadas.
Agora estes crápulas dão o "cú e oito tostões" para que alguém as compre. Quer dizer, não puderam renegociar ou criar períodos de carência para que os hipotecados originais pudessem respirar e agora "pagam a escritura", "fazem descontos" e alguns até "oferecem a mobília".
No entanto, pior do que estes, são os necrófagos que aproveitam para fazer bons negócios à custa do "sangue" das vítimas que tiveram o azar do desemprego ou da baixa de rendimentos.
Peço um desejo: que estes novos proprietários sejam atazanados para o resto da vida pelos "fantasmas" dos que lá moravam.
Isto está bonito. Políticos que governaram este país, sendo, na sua época, sujeitos sempre "às maiores manifestações de rua até essa data" contra a sua política, porque escreveram ou debitam umas tretas que se podem aplicar contra este governo, já são os maiores. Então o bandido do Sá Carneiro não ficou a dever 30 mil contos à banca nacionalizada? Ou este, empregado do merceeiro Soares dos Santos:
Em 2013 Portugal alcançou o primeiro superavit da balança de pagamentos, desde a segunda guerra mundial. É obra. No entanto tiro algumas conclusões telegráficas.
- O que é bom para a balança de pagamentos é mau para e economia conforme a temos estruturada;
- ou seja, embora haja algum aumento das exportações, este resultado é devido essencialmente à diminuição brutal das importações;
- ou seja, os portugueses, quando têm dinheiro no bolso, são chamados pelos "empresários" e pela publicidade a consumir preferencialmente produtos importados;
- ou seja, quando não têm dinheiro no bolso, deixam de consumir, como escrevi no parágrafo anterior, essencialmente produtos importados.
Portanto, revitalizar o mercado interno, como pede a maioria das pessoas, sem alteração do paradigma de consumo, é voltar à desgraça que nos conduziu até aqui.
Será que, se um dia tivermos dinheiro no bolso (os que nunca tiveram e os que perderam com o governo actual), vamos conseguir manter o equilíbrio da balança de pagamentos?
É que essa é a única hipótese de, acabando a austeridade, não voltarmos a cair na bancarrota.
Sinceramente, numa economia global em que os governos não podem aplicar taxas às importações, será uma tarefa hercúlea.
- O que é bom para a balança de pagamentos é mau para e economia conforme a temos estruturada;
- ou seja, embora haja algum aumento das exportações, este resultado é devido essencialmente à diminuição brutal das importações;
- ou seja, os portugueses, quando têm dinheiro no bolso, são chamados pelos "empresários" e pela publicidade a consumir preferencialmente produtos importados;
- ou seja, quando não têm dinheiro no bolso, deixam de consumir, como escrevi no parágrafo anterior, essencialmente produtos importados.
Portanto, revitalizar o mercado interno, como pede a maioria das pessoas, sem alteração do paradigma de consumo, é voltar à desgraça que nos conduziu até aqui.
Será que, se um dia tivermos dinheiro no bolso (os que nunca tiveram e os que perderam com o governo actual), vamos conseguir manter o equilíbrio da balança de pagamentos?
É que essa é a única hipótese de, acabando a austeridade, não voltarmos a cair na bancarrota.
Sinceramente, numa economia global em que os governos não podem aplicar taxas às importações, será uma tarefa hercúlea.
Li a entrevista de José Sócrates Pinto de Sousa. Votei nele em 2005 e 2009 e não me arrependo de o ter feito. Nunca o faço. Felizmente vivo numa democracia e posso sempre emendar a mão nas eleições seguintes.
Quando li as críticas que faz ao homem sério que é Teixeira dos Santos, por este se ter recusado a embarcar nas fantasias em que estávamos metidos e esquece nomes como o Robalo Vara ou o Mr Swap/PPP Mário Lino, entre outros, percebi que não vale a pena dar mais para esse peditório. O homem é muito bom no que toca a paleio mas no resto estamos conversados. Afinal as trafulhices com a licenciatura, a Cova da Beira, os licenciamentos da Câmara da Guarda, o Freeport e a fortuna familiar não são por acaso.
O facto de haver "novos" trafulhas no palco da política nunca vai poder branquear as trafulhices anteriores.
A Clara Ferreira Alves, que já foi tudo, nomeadamente "santanette", já percebeu de que lado sopra o vento e, portanto, convém colocar-se na poule position uma vez que já são muitos os que se preparam para o assalto ao pote.
Quando li as críticas que faz ao homem sério que é Teixeira dos Santos, por este se ter recusado a embarcar nas fantasias em que estávamos metidos e esquece nomes como o Robalo Vara ou o Mr Swap/PPP Mário Lino, entre outros, percebi que não vale a pena dar mais para esse peditório. O homem é muito bom no que toca a paleio mas no resto estamos conversados. Afinal as trafulhices com a licenciatura, a Cova da Beira, os licenciamentos da Câmara da Guarda, o Freeport e a fortuna familiar não são por acaso.
O facto de haver "novos" trafulhas no palco da política nunca vai poder branquear as trafulhices anteriores.
A Clara Ferreira Alves, que já foi tudo, nomeadamente "santanette", já percebeu de que lado sopra o vento e, portanto, convém colocar-se na poule position uma vez que já são muitos os que se preparam para o assalto ao pote.
Diz o seboso Ferreira do Amaral, esfregando as mãos: Ora, 400 autocarros a 6,80 mais uma data de ligeiros dá pelo menos 3000€ de portagens em 2 horas. Nada mau.
Dizem os capitalistas, donos da Mafrense e do Barraqueiro: Pelo nosso lado, nada mau mesmo.
Todos em uníssono: Vamos propor que a ponte seja uma espécie de "manifestódromo" e que todas as semanas haja uma destas.
Diz o Zé Povinho ao ver tantos autocarros pertença das Câmaras Municipais do costume: Hummm, cheira-me que sou eu que vou pagar grande parte.
Dizem os capitalistas, donos da Mafrense e do Barraqueiro: Pelo nosso lado, nada mau mesmo.
Todos em uníssono: Vamos propor que a ponte seja uma espécie de "manifestódromo" e que todas as semanas haja uma destas.
Diz o Zé Povinho ao ver tantos autocarros pertença das Câmaras Municipais do costume: Hummm, cheira-me que sou eu que vou pagar grande parte.
Em conclusão.
Em 2011 o Povo Português mandatou Passos e Portas para resolverem a porcaria que Sócrates fez nos 6 anos anteriores, o qual já tinha sido mandatado para resolver a porcaria que Barroso e Santana fizeram nos quase 3 anos anteriores, os quais já tinham sido mandatados para resolverem a porcaria que o bonzinho Guterres fez nos 6 anos anteriores, o qual já tinha sido mandatado para resolver a porcaria que Cavaco fez nos 10 anos anteriores, o qual já tinha sido mandatado para resolver a porcaria que Soares + Balsemão + Sá Carneiro + Lurdes Pintasilgo + Nobre da Costa + Mota Pinto + Soares + Pinheiro de Azevedo + Vasco Gonçalves + Palma Carlos fizeram nos 11 anos anteriores.
Conclusão:
1º A porcaria é sempre (como é hábito) muito superior ao que se imaginava.
2º Estes que lá estão, também como todos os outros, além de falharem vão deixar mais porcaria para os que se seguirem.
... os quais não vão poder cumprir as promessas eleitorais porque afinal a porcaria era muito superior ao que se imaginava.
Em 2011 o Povo Português mandatou Passos e Portas para resolverem a porcaria que Sócrates fez nos 6 anos anteriores, o qual já tinha sido mandatado para resolver a porcaria que Barroso e Santana fizeram nos quase 3 anos anteriores, os quais já tinham sido mandatados para resolverem a porcaria que o bonzinho Guterres fez nos 6 anos anteriores, o qual já tinha sido mandatado para resolver a porcaria que Cavaco fez nos 10 anos anteriores, o qual já tinha sido mandatado para resolver a porcaria que Soares + Balsemão + Sá Carneiro + Lurdes Pintasilgo + Nobre da Costa + Mota Pinto + Soares + Pinheiro de Azevedo + Vasco Gonçalves + Palma Carlos fizeram nos 11 anos anteriores.
Conclusão:
1º A porcaria é sempre (como é hábito) muito superior ao que se imaginava.
2º Estes que lá estão, também como todos os outros, além de falharem vão deixar mais porcaria para os que se seguirem.
... os quais não vão poder cumprir as promessas eleitorais porque afinal a porcaria era muito superior ao que se imaginava.
"Mega-operação de autocarros organizada para levar os manifestantes ao local de concentração".
Calma, estou a falar de 1973 e da manifestação de desagravo a Marcello Caetano, quando regressou de Londres, onde passou um mau bocado com a comunidade portuguesa exilada por essa Europa.
Essas coisas de proporcionar autocarros para as pessoas não se esquecerem das "manifes" era coisa do tempo do fascismo. Agora nada disso se passa.
Calma, estou a falar de 1973 e da manifestação de desagravo a Marcello Caetano, quando regressou de Londres, onde passou um mau bocado com a comunidade portuguesa exilada por essa Europa.
Essas coisas de proporcionar autocarros para as pessoas não se esquecerem das "manifes" era coisa do tempo do fascismo. Agora nada disso se passa.
CDS e PCP estão a protagonizar um verdadeiro hino à livre iniciativa.
Depois do beto João Almeida ter "pedido" o fim das subvenções vitalícias vem o António Filipe (um camarada que, se tirasse os óculos, colocando à vista os papos de olheiras, podia passar por mim próprio) dizer: - Tudo bem mas não ficamos por aqui, vamos acabar com os regimes especiais de aposentação, como os do Banco de Portugal ou da CGD.
O povo, em êxtase, aguarda que BE, PS e PSD se cheguem à frente com novas propostas.
Quem dá menos!
Com um bocadinho de sorte, ainda o fim-de-semana não tenha dado o último suspiro, e já a classe política estará a pão e água.
Aí, valentes.
Depois do beto João Almeida ter "pedido" o fim das subvenções vitalícias vem o António Filipe (um camarada que, se tirasse os óculos, colocando à vista os papos de olheiras, podia passar por mim próprio) dizer: - Tudo bem mas não ficamos por aqui, vamos acabar com os regimes especiais de aposentação, como os do Banco de Portugal ou da CGD.
O povo, em êxtase, aguarda que BE, PS e PSD se cheguem à frente com novas propostas.
Quem dá menos!
Com um bocadinho de sorte, ainda o fim-de-semana não tenha dado o último suspiro, e já a classe política estará a pão e água.
Aí, valentes.
A génese do governo PSD/CDS explicada, pelo Grilo Falante, a um português (A) regressado do antigo reino do Sião, onde viveu nos últimos anos, longe de tudo.
(A) – Olá grilo, estás bom, então como vai o nosso Portugal?
Não digas nada, estamos na merda, entregues a uns crápulas que nos desgovernam.
Pois, imagina que me mostraram, no Facebook, uma imagem que diz: “O Cavaco forçou a demissão do governo PS com a dívida pública nos 94% alegando que era insustentável”. Quer dizer, o malandro correu com o Sócrates para pôr lá estes que têm a dívida pública nos 130%.
(Grilo) – Bom, tu estás fora há algum tempo. Vou contar-te a verdadeira história.
Foi o Primeiro-ministro José Sócrates que apresentou a demissão ao Presidente e não o Presidente que o demitiu.
(A) – Sim? Então e porque é que o Sócrates se demitiu?
(Grilo) – Por duas razões: O Parlamento recusou uma lei que se chamava PEC IV; ao mesmo tempo os sindicatos, especialmente a CGTP, organizaram gigantescas manifestações contra o governo. Portanto, não podendo ter aprovada essa legislação e sentindo que tinha perdido o apoio da “rua”, achou que não tinha condições para governar.
(A) – Bom, mas então foi a direita a culpada dessa não aprovação?
(Grilo) – Claro que a direita, desejosa de voltar ao pote, votou contra. Só que a direita, por si só, não tinha votos suficientes para reprovar a lei.
(A) – Pois, já se percebe, mas então?
(Grilo) – Isso que estás a pensar. O Partido Comunista e o Bloco de Esquerda juntaram-se à direita e foram, ao fim e ao cabo, os verdadeiros causadores do fim do governo PS. Se quisessem podiam tê-lo evitado.
(A) – Então e agora porque é que se queixam?
(Diz o Pai Natal) – Pois…
(A) – Olá grilo, estás bom, então como vai o nosso Portugal?
Não digas nada, estamos na merda, entregues a uns crápulas que nos desgovernam.
Pois, imagina que me mostraram, no Facebook, uma imagem que diz: “O Cavaco forçou a demissão do governo PS com a dívida pública nos 94% alegando que era insustentável”. Quer dizer, o malandro correu com o Sócrates para pôr lá estes que têm a dívida pública nos 130%.
(Grilo) – Bom, tu estás fora há algum tempo. Vou contar-te a verdadeira história.
Foi o Primeiro-ministro José Sócrates que apresentou a demissão ao Presidente e não o Presidente que o demitiu.
(A) – Sim? Então e porque é que o Sócrates se demitiu?
(Grilo) – Por duas razões: O Parlamento recusou uma lei que se chamava PEC IV; ao mesmo tempo os sindicatos, especialmente a CGTP, organizaram gigantescas manifestações contra o governo. Portanto, não podendo ter aprovada essa legislação e sentindo que tinha perdido o apoio da “rua”, achou que não tinha condições para governar.
(A) – Bom, mas então foi a direita a culpada dessa não aprovação?
(Grilo) – Claro que a direita, desejosa de voltar ao pote, votou contra. Só que a direita, por si só, não tinha votos suficientes para reprovar a lei.
(A) – Pois, já se percebe, mas então?
(Grilo) – Isso que estás a pensar. O Partido Comunista e o Bloco de Esquerda juntaram-se à direita e foram, ao fim e ao cabo, os verdadeiros causadores do fim do governo PS. Se quisessem podiam tê-lo evitado.
(A) – Então e agora porque é que se queixam?
(Diz o Pai Natal) – Pois…
Há 15 anos (1998) Portugal estava na moda: Tínhamos ganho a organização do Euro 2004, a Expo estava em pleno e José Saramago ganhava o prémio Nobel da Literatura. Éramos os maiores!
No primeiro caso tínhamos tido autorização para a bandalheira que foram os estádios e tudo o que esteve (e continua a estar) à sua volta; o estádio de Leiria até teve direito a um swap. No segundo caso, enquanto alegremente nacionais e estrangeiros se entretinham a carimbar "passaportes" a roubalheira habitual campeava sem controlo por tudo o que era sítio. Salva-se o escritor que trouxe para Portugal o galardão máximo da literatura.
No primeiro caso tínhamos tido autorização para a bandalheira que foram os estádios e tudo o que esteve (e continua a estar) à sua volta; o estádio de Leiria até teve direito a um swap. No segundo caso, enquanto alegremente nacionais e estrangeiros se entretinham a carimbar "passaportes" a roubalheira habitual campeava sem controlo por tudo o que era sítio. Salva-se o escritor que trouxe para Portugal o galardão máximo da literatura.
Manif da CGTP na ponte 25 de Abril.
Se este governo não fosse constituído por atrasados mentais deixava que a manifestação se realizasse. Claro que tinha que meter ao barulho os presidentes da Câmara de Almada e Lisboa, quanto mais não fosse para os meter entre a espada e a parede e responsabilizar por qualquer desgraça. Depois não colocava polícia a controlar, evitando as provocações. Ao contrário do que se passa nas ruas de Lisboa, a ponte 25 de Abril não tem fuga a não ser para suicidas, nem sequer caixotes do lixo para incendiar ou montras para partir. O que depois passava nas televisões, na calma do sofá, era a luta entre os “gorilas”, perdão, a segurança da CGTP e os desenquadrados anónimos que não conseguem fazer dois quilómetros a gritar “CGTP,unidade sindical” sem ficarem cheios de comichão. Só que os otários do governo preferem proibir. É a vida…
Se este governo não fosse constituído por atrasados mentais deixava que a manifestação se realizasse. Claro que tinha que meter ao barulho os presidentes da Câmara de Almada e Lisboa, quanto mais não fosse para os meter entre a espada e a parede e responsabilizar por qualquer desgraça. Depois não colocava polícia a controlar, evitando as provocações. Ao contrário do que se passa nas ruas de Lisboa, a ponte 25 de Abril não tem fuga a não ser para suicidas, nem sequer caixotes do lixo para incendiar ou montras para partir. O que depois passava nas televisões, na calma do sofá, era a luta entre os “gorilas”, perdão, a segurança da CGTP e os desenquadrados anónimos que não conseguem fazer dois quilómetros a gritar “CGTP,unidade sindical” sem ficarem cheios de comichão. Só que os otários do governo preferem proibir. É a vida…
Gostava sinceramente que o Tribunal Constitucional se pronunciasse sobre o roubo a que são submetidos os cidadãos que antecipadamente compram o "passe", criando uma situação de pagamento adiantado sem que a empresa lhe preste o serviço sem ser por causas naturais (terramotos, inundações,incêndios,etc...). Essa situação está obviamente prevista em muitas ocasiões. Apenas como exemplos temos um contrato promessa ou um pré-pagamento num restaurante; sempre que os serviços ou bens não são colocados à disposição o adquirente não é prejudicado. É evidente que eu sei os motivos porque não existe essa intervenção.É que, embora dê muito jeito, o Tribunal Constitucional não é um verdadeiro tribunal, nem os seus membros são juízes profissionais e independentes, mas sim pessoas (respeitáveis) aí colocadas essencialmente pelos partidos. Por razões opostas não interessa esse tipo de correcção do roubo. Aos partidos do arco governamental (PS/PSD/CDS) porque isso poria em causa financeiramente as empresas de transportes, onde eles colocam alternadamente, ou ao mesmo tempo, os seus boys e girls; aos partidos do contra (PCP/BE) porque isso podia pôr em causa os seus grevistas de estimação.
À atenção do velho Presidente da CML (já vai no 7º ano).
Mais uma situação em em que Lisboa piorou nos últimos anos, sem que a CML faça o que quer que seja para a modificar:
"Estacionamento ilegal pára autocarros e eléctricos, em média 2 horas e meia por dia". O António Costa tem desculpa: neste momento tem mais em que pensar.
Mais uma situação em em que Lisboa piorou nos últimos anos, sem que a CML faça o que quer que seja para a modificar:
"Estacionamento ilegal pára autocarros e eléctricos, em média 2 horas e meia por dia". O António Costa tem desculpa: neste momento tem mais em que pensar.
Curiosidades (III)
Nestas eleições segui o conselho de muitos amigos e não só, que partilham mensagens pedindo para não votarmos nos mesmos que nos trouxeram até aqui (PS + PSD + CDS). Pelos vistos a maior parte dos que dão conselhos não os cumprem uma vez que o bonzo do Costa, não só ganhou como até reforçou a maioria absoluta. Para a próxima vou voltar a votar em quem me apetecer, mesmo que seja num desses três.
Nestas eleições segui o conselho de muitos amigos e não só, que partilham mensagens pedindo para não votarmos nos mesmos que nos trouxeram até aqui (PS + PSD + CDS). Pelos vistos a maior parte dos que dão conselhos não os cumprem uma vez que o bonzo do Costa, não só ganhou como até reforçou a maioria absoluta. Para a próxima vou voltar a votar em quem me apetecer, mesmo que seja num desses três.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Começaram as aulas. Por enquanto foram apenas os exercícios de aquecimento. A minha menina mais nova tem todos os professores excepto o/a de Inglês. Nada de grave, portanto. Soube, no entanto, uma notícia inesperada que nem me passava pela cabeça: Há eleições autárquicas a 29 deste mês. São mais de três centenas de Câmaras Municipais, outras tantas Assembleias Municipais, mais dois ou três milhares de Juntas de Freguesia (não se sabe bem uma vez que há agregações). Somando cada Partido, Coligação ou Grupo de Cidadãos, serão talvez dezenas de milhar os portugueses candidatos a um lugar numa autarquia. Ora, qualquer que seja a posição, desde que candidatos efectivos ou um terço dos candidatos suplentes, segundo a CNE, têm "direito à dispensa do exercício das respetivas (*) funções, sejam públicas ou privadas, durante o período da campanha eleitoral, que se inicia no 12.º dia anterior e termina às 24 horas da antevéspera do dia da eleição.
Além dos candidatos efetivos (*), só têm esse direito os candidatos suplentes no mínimo legal exigível (isto é, em número não inferior a um terço dos candidatos efetivos (*), arredondado por excesso)."
Assim, falando só dos problemas do ensino, a juntar à baralhada com as colocações de professores, há alunos que vão ficar sem aulas até ao fim de Setembro, uma vez que há "setores" que se vão candidatar a um qualquer lugar numa autarquia, obviamente sem poderem ser substituídos.
Aguenta Portugal. Aguenta? Olhem que não sei...
Nota: os termos, com erro de português, "respetivas" e "efetivos" são da responsabilidade da CNE, uma vez que se tratam de cópias dos respectivos despachos, colocados entre aspas.
Além dos candidatos efetivos (*), só têm esse direito os candidatos suplentes no mínimo legal exigível (isto é, em número não inferior a um terço dos candidatos efetivos (*), arredondado por excesso)."
Assim, falando só dos problemas do ensino, a juntar à baralhada com as colocações de professores, há alunos que vão ficar sem aulas até ao fim de Setembro, uma vez que há "setores" que se vão candidatar a um qualquer lugar numa autarquia, obviamente sem poderem ser substituídos.
Aguenta Portugal. Aguenta? Olhem que não sei...
Nota: os termos, com erro de português, "respetivas" e "efetivos" são da responsabilidade da CNE, uma vez que se tratam de cópias dos respectivos despachos, colocados entre aspas.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Saldos de fim-de-estação
António Costa é Presidente
da CML há 6 anos. Ora, durante esses 6 anos, Lisboa perdeu habitantes, empregos,
empresas e qualidade de vida. Felizmente para o António Costa (e infelizmente
para nós) o governo, ao aumentar o desemprego e ao diminuir o rendimento
disponível das famílias e das empresas, acabou por minimizar o caos do trânsito
e do estacionamento na cidade. Tal como o Demóstenes grego procuro durante o
dia, com uma lâmpada na mão, algo que esta vereação tenha feito para melhorar a
nossa condição de cidadãos de Lisboa e só encontro… nada. Em período de férias
passo junto às piscinas municipais do Campo Grande, da avenida de Roma e dos
Olivais e só encontro… nada; até o grande cartaz que, na campanha de 2009,
anunciava a piscina do Campo Grande para breve já não resistiu ao passar dos
anos. Os passeios (por exemplo na avenida da Igreja) estão aos altos e baixos e
cheios de relva; no meu bairro nada foi feito para regular o estacionamento. Um
morador que esteja de férias e necessite de sair de carro já não consegue
voltar a estacionar (falo obviamente de um morador, “classe média”, sem
garagem). Todas as obras (piscinas dos Anjos, do Rego, do Casal Vistoso) vêm do
tempo do “menino guerreiro”. Sobra o Terreiro do Paço (obra dos governos
centrais) e o caos da Ribeira das Naus, mais o “novo” Intendente e talvez umas
coisitas “queers” para pagar o apoio da “comunidade” LGBT. Muito pouco para 6
anos em que o saneamento financeiro foi obtido à custa de vender a todos nós
aquilo que já era nosso (os terrenos do aeroporto, doados “à força” por
particulares, no tempo de Salazar e Duarte Pacheco).
Quem agora ler a
propaganda do António Costa vê, com desplante, propostas de mais emprego, mais
habitantes, mais qualidade de vida. Então porque é que isso não foi feito nos
últimos 6 anos?
A oposição de direita tem
algumas boas propostas práticas: manuais escolares do 1º ciclo gratuitos para
todos as crianças de Lisboa, um túnel no Saldanha para completar o eixo Campo
Grande – Marquês Pombal e, concretamente no meu bairro, estacionamento taxado
para os não moradores; no entanto, como são oposição, podem naturalmente não
passar de promessas, além do facto de o candidato, apesar do veredicto do
Tribunal Constitucional, não se livrar do ónus do caso dos três mandatos.
Já o PCP, que já foi a
maior força política de esquerda na cidade, com medo do desastre, candidatou
uma figura de terceiro plano para não colocar nenhum dirigente importante sob o
fogo do voto útil no Costa. O próprio Ruben de Carvalho deve ter dito basta,
depois de humilhação de ver o Carvalho da Silva e o José Saramago apoiarem o
Costa em 2009.
O BE, bem o BE, candidata
o Semedo (mais uma vez) para não ser sequer eleito vereador.
Portanto resta muito
pouco, provavelmente um voto nulo, ou num dos muito pequenos (PNR, MRPP… para colocar os extremos).
Parabéns ao António Costa,
ao execrável Zé “que não faz falta” e à Roseta que, para um tachito já foi e
apoiou tudo e mais alguma coisa, pela estrondosa vitória que vão certamente
ter. E pêsames para os lisboetas. Não é assim Arq. Gonçalo Ribeiro Teles?
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Por enquanto são só perguntas. Provavelmente incómodas ou até inconsistentes. Porque é que corporações de voluntários lançam jovens, nitidamente mal preparados, para a morte no inferno dos incêndios enquanto os Sapadores de Lisboa e Porto estão calmamente aquartelados a ver televisão ou a discutir bola? Será que, por serem funcionários públicos, ficariam muito caros em subsídios, horas extra, etc? Porque é que as corporações de voluntários são uma espécie de coutada familiar em que o pai, a mãe, o tio, o filho, a filha, o cão, o gato, são todos bombeiros? Quem ou que alimenta as corporações de voluntários? São mesmo voluntários? Quem são as empresas donas dos meios aéreos? Qual o seu poder junto das autoridades? Porque é que a Força Aérea não tem meios aéreos que possam ser convertidos no verão para apagar incêndios e no resto do ano a fazer as restantes coisas? Porque é que não temos um Canadair que seja para poder ser utilizado? ou um Kamov? Porque continuamos com o tabú de não poderem ser utilizados presos para limpar as matas? ou de desempregados que quisessem ganhar mais algum além do subsídio? ou de jovens à aventura? ou de reformados que queiram continuar activos?
Vou imaginar um cenário:
Um tipo chamado Jumarílio furta a carteira ao Flurípeo.
Da sua janela o Hortênsio vê tudo. Quando o Jumarílio é preso, o dono da carteira furtada (o Flurípeo), informa a Polícia que o Hortênsio assistiu ao furto. Este mente afirmando que nada sabe sobre o assunto.
Nas redes sociais, o Hortênsio é declarado culpado do furto e todos reclamam a sua prisão. O Jumarílio, aliviado, também faz parte do coro.
Os célebres contratos SWAP têm a seguinte proveniência:
No tempo do Guterres foi assinado 1 contrato tóxico.
No tempo do Barroso foram assinados 9 contratos tóxicos.
No tempo do Lopes foram assinados 6 contratos tóxicos.
No tempo do Sócrates foram assinados 108 contratos tóxicos.
No tempo do Coelho foram assinados 0 contratos tóxicos.
A Maria Luís mentiu declarando que nada sabia sobre estes contratos.
As redes sociais declaram a Maria Luís culpada dos Contratos SWAP e alguns que estavam em governos onde esses contratos foram assinados fazem parte do coro.
Tenho uma resposta para a questão, embora admita que possa não estar correcta. A maior parte das pessoas que partilham estas notícias, colocando, por exemplo, a cara do ministro Paulo Macedo junto do texto “buraco de 6.000 milhões na saúde”, são afectas aos dois Partidos de esquerda (à esquerda do PS) representados no nosso Parlamento. Portanto não lhes interessa muito, nem a justiça, nem a correcção do que é posto ou partilhado. O importante é bater em quem lá está no momento. Como têm a ideia de que nunca serão governo, bater em quem lá está no momento só pode acertar no PS, no PSD ou no CDS. Gostava de poder dar, juntamente com os meus compatriotas, um presente envenenado a esses Partidos e aos seus dirigentes: O Poder!
O povo – penso – não ficaria melhor mas tudo seria mais tranquilo. Acabavam-se as greves, os primeiros de Maio de luta, seriam transformados em dias de Festa, com as criancinhas mais os trabalhadores, devidamente enquadrados por Sindicatos verticais, a acenarem com ramos de flores para o palanque onde o Jerónimo, a Avoila, o Arménio, o Nogueira, a Martins e o Semedo acenariam, contemplando os marchantes com sorrisos e beijinhos. Também qualquer manife seria imediatamente reprimida pelas brigadas “Avante”, devidamente protegidas pela “mílicia popular”. Quais roubos?, qual corrupção? Tudo isso deixaria de nos incomodar porque as comissões da Televisão e jornais velariam para que qualquer notícia contra os interesses do povo fosse excluída da programação ou das manchetes.
Neste prosseguir da estação parva, com um Verão em vai e vem, deixei de ser politicamente órfão e já decidi quem vai ter o meu voto. E se algum tipo se atrever a dizer-me: A luta continua Jerónimo para a rua, zás, denuncio-o como inimigo da Pátria, na esperança de que seja mandado para o Goulag da Serra da Estrela.
Um tipo chamado Jumarílio furta a carteira ao Flurípeo.
Da sua janela o Hortênsio vê tudo. Quando o Jumarílio é preso, o dono da carteira furtada (o Flurípeo), informa a Polícia que o Hortênsio assistiu ao furto. Este mente afirmando que nada sabe sobre o assunto.
Nas redes sociais, o Hortênsio é declarado culpado do furto e todos reclamam a sua prisão. O Jumarílio, aliviado, também faz parte do coro.
Os célebres contratos SWAP têm a seguinte proveniência:
No tempo do Guterres foi assinado 1 contrato tóxico.
No tempo do Barroso foram assinados 9 contratos tóxicos.
No tempo do Lopes foram assinados 6 contratos tóxicos.
No tempo do Sócrates foram assinados 108 contratos tóxicos.
No tempo do Coelho foram assinados 0 contratos tóxicos.
A Maria Luís mentiu declarando que nada sabia sobre estes contratos.
As redes sociais declaram a Maria Luís culpada dos Contratos SWAP e alguns que estavam em governos onde esses contratos foram assinados fazem parte do coro.
Tenho uma resposta para a questão, embora admita que possa não estar correcta. A maior parte das pessoas que partilham estas notícias, colocando, por exemplo, a cara do ministro Paulo Macedo junto do texto “buraco de 6.000 milhões na saúde”, são afectas aos dois Partidos de esquerda (à esquerda do PS) representados no nosso Parlamento. Portanto não lhes interessa muito, nem a justiça, nem a correcção do que é posto ou partilhado. O importante é bater em quem lá está no momento. Como têm a ideia de que nunca serão governo, bater em quem lá está no momento só pode acertar no PS, no PSD ou no CDS. Gostava de poder dar, juntamente com os meus compatriotas, um presente envenenado a esses Partidos e aos seus dirigentes: O Poder!
O povo – penso – não ficaria melhor mas tudo seria mais tranquilo. Acabavam-se as greves, os primeiros de Maio de luta, seriam transformados em dias de Festa, com as criancinhas mais os trabalhadores, devidamente enquadrados por Sindicatos verticais, a acenarem com ramos de flores para o palanque onde o Jerónimo, a Avoila, o Arménio, o Nogueira, a Martins e o Semedo acenariam, contemplando os marchantes com sorrisos e beijinhos. Também qualquer manife seria imediatamente reprimida pelas brigadas “Avante”, devidamente protegidas pela “mílicia popular”. Quais roubos?, qual corrupção? Tudo isso deixaria de nos incomodar porque as comissões da Televisão e jornais velariam para que qualquer notícia contra os interesses do povo fosse excluída da programação ou das manchetes.
Neste prosseguir da estação parva, com um Verão em vai e vem, deixei de ser politicamente órfão e já decidi quem vai ter o meu voto. E se algum tipo se atrever a dizer-me: A luta continua Jerónimo para a rua, zás, denuncio-o como inimigo da Pátria, na esperança de que seja mandado para o Goulag da Serra da Estrela.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Estação parva (X)
Nota prévia:
A tertúlia dos fictícios e não existentes amigos, A.B.C.D., juntamente com mais uns quantos eventuais, largou a cervejaria e passou a reunir-se no novel Quiosque Santa Clara, perante pratinhos de rastejantes velozes e outros petiscos, como salada de polvo, devidamente acompanhados por cervejola da boa. É evidente que os reais e verdadeiros “coelhinho da Páscoa”, “Pai Natal”, “grilo falante” e “Grande Encenador do Universo”, embora não tendo sido avisados da mudança, poderão eventualmente continuar a ensombrar as conversas patibulares de alguns dos pretensos herdeiros – porque não o atrevimento – dos ancestrais “Vencidos da Vida”.
Esperamos que a “D.Felismina” e a sua querida filhinha “Umbelininha” possam também, na medida das suas possibilidades, visitar o local da reunião. É que a velha senhora apenas possui uma mísera pensão de 281 euros e a menina, apesar de licenciada em “Antropologia do bicho-da-seda”, com pós-graduação em “Comisserações sobre a alegada influência do cocó do bicho-de-conta no bater das asas da borboleta” e Mestre em “Acasalamento compulsivo de espécies em vias de extinção”, não consegue arranjar emprego público compatível e com direitos há mais de 5 anos, arrastando a sua existência como caixa do DoceContinentePingo, sempre na esperança que o Boaventura Sousa Santos lhe ofereça a mesma prebenda que outorgou ao Carvalho da Silva, fazendo-o Doutor, com maiúscula, mais rápido que um capitão passava a general durante o PREC.
Diz A: - Malta, já viram a maravilha do Carlos Sá, vencedor da mais difícil maratona do mundo. E o Rui Costa, vencedor da Volta à Suiça e de 2-etapas-2 da Volta à França?...
Diz B: - … e o António Damásio, que mapeou o cérebro humano…
Continua A: - … Não há dúvida, “NÓS”, os portugueses (e sublinha a entrada de rompante com um largo apontar dos dois dedos indicadores, bem tesos, para o próprio peito), “NÓS”, os portugueses, repete, temendo que a humanidade inteira não tivesse ouvido bem, “SOMOS” excepcionais, “SOMOS” capazes do impossível, o “NOSSO” brilhantismo é uma luz que “alumia” o mundo inteiro. Infelizmente os nossos políticos não nos merecem, só nos calham corruptos e incompetentes. É a nossa maldição, um povo tão bom, governado por tipos que não prestam.
Diz C: - Humm… ouve lá, então achas que essas figuras que citaste, e a que podias acrescentar o Figo, o Ronaldo, o Mourinho, o Évora no desporto de alta competição, o dito Damásio na Ciência, o Saramago na literatura, o Siza na arquitectura, para só falar destes, representam o povo português? O Zé e a Maria? Os que, se, por isto ou por aquilo, foram alcandroados a banqueiros ou presidentes desta ou daquela coisa, querem é mamar do bom e do belo, ter bons bólides, cartão com gordo crédito, querendo pouco saber da sustentabilidade das instituições que lhes calharam em sorte, privatizando os lucros e socializando os prejuízos, ou os discípulos de Hipócrates, juntamente com uns farmacêuticos sem escrúpulos, que burlam o SNS em milhões, os empresários que sacam o IVA dos clientes, o IRS e a TSU dos empregados e se “esquecem” de os entregar ao Estado e, quando apanhados, já preventivamente colocaram os bens ao luar em nome da tia, da prima, do cão, do gato e do periquito, que passam a vida a clamar contra “o peso excessivo do estado”, enquanto preenchem mais um pedido de subsídio, os autarcas que, na véspera da saída, assinam contratos lesivos para o povo, envolvendo milhões, os… os… os….
Neste ponto “C”, enervado com o enumerar dos infinitos crápulas que nos esbulham é obrigado a molhar a palavra…Ahhhh!
Diz D, acabado de chegar (mas ainda a tempo de ouvir o arrazoado de C):- “Tá” bem mas esses são os bandidos, não são o povo…
Diz C (limpando os beiços às costas da mão): - … brincamos, não? Espera, os portugueses que não tiveram tanta sorte e ficaram pela parte baixa da escala, usam a baixazinha fraudulenta, o recebimento do subsídio ao mesmo tempo que sacam uns biscates, na segunda-feira já proclamam que “nunca mais é sábado”, até fazem greve para satisfazer o Sindicato (o respeitinho é muito bonito) mas “metem” um P1, P2, P3, P4, Pn para não “perderem” o dia, que… que…
Diz B: - Esperem, os políticos são como são, porque emanam de nós! Falaste dos autarcas? Tens razão, são uns bandidos e uns corruptos. Mas certamente sabes que, aqui há uns anos, no tal tempo das vacas gordas, se algum autarca chegasse ao pé de um grupo de cidadãos e lhes perguntasse: – Gente da minha terra, o que é que acham que nos faz falta? Talvez uma biblioteca, um centro cultural, salas de estudo para as nossas crianças…
- “Atão” senhor presidente, o que faz falta são Icês, Ipês, acessibilidades, Escanzelados de Baixo tem oito rotundas e nós só temos sete? E subsídios a fundo perdido para que o nosso clube, o Atlético Sport Escanzeladense de Cima, possa comprar três brasileiros e dois búlgaros que nos impeçam de descer de divisão… Para bem do nosso concelho, se for preciso, até o senhor Abade os casa com umas meninas cá da terra, que estão a estudar em Lisboa, na Universidade qu’a gente não se alembra o nome mas que fica junto ao Campo Pequeno, na Óscar Monteiro Torres…
Diz D: - Queres então dizer que se o país está cheio de estradas, auto-estradas e rotundas é porque foram os populares que as pediram?
Diz A: Claro, porque é que achas que os corruptos são sucessivamente reeleitos?
Diz a D.Felisminha…(não podia faltar) : - Então e o partido da Catherine Deneuve, que disfarçou as contrapartidas do negócio dos “que andam debaixo de água”, com donativos, um dos quais de um tal Jacinto Leite Capelo Rego…
Diz B: - Bom, já que a senhora falou nesses, não se esqueça dos outros, os que, para aproveitar o método de Hondt, concorrem como um único partido ( e tanto eles gostariam de ser Partido Único) e, depois, desdobram-se convenientemente para terem dois grupos parlamentares, com assessores a dobrar, tempo de intervenção maior que os outros e até possibilidade de duas moções de censura.
Diz C:… e que estão sempre a pedir eleições. Pudera, assim podem mamar os subsídios para a campanha, uns quantos euritos por cada voto e até explorarem os “camaradas” que vão para as mesas de voto e entregam ao Partido as setenta e tal mocas que recebem dos contribuintes.
Diz B: - Vai lá perguntar aos partidos se querem reduzir o número de deputados, ou de Câmaras Municipais, ou de Freguesias, ou de Conselhos Coordenadores disto ou daquilo. Sim senhor, reduzir, poupar, reconverter, é importante mas, atenção, só se for no vizinho do lado.
Diz o Pai Natal, enquanto, mordendo o lábio inferior, rosna baixinho um “descontrai!… descontrai!…”: - É pá, isto está mesmo mau por esses lados; desculpem lá mas há uma grande diferença entre o tipo que rouba milhões e o desgraçado que rouba, vá lá, dez euros. Ou não há?
Diz o grilo falante: - Claro que há! O tipo que se permite só roubar dez euros é porque nunca teve hipótese de ter os tais milhões ao alcance.
Cai mesmo o pano!
A tertúlia dos fictícios e não existentes amigos, A.B.C.D., juntamente com mais uns quantos eventuais, largou a cervejaria e passou a reunir-se no novel Quiosque Santa Clara, perante pratinhos de rastejantes velozes e outros petiscos, como salada de polvo, devidamente acompanhados por cervejola da boa. É evidente que os reais e verdadeiros “coelhinho da Páscoa”, “Pai Natal”, “grilo falante” e “Grande Encenador do Universo”, embora não tendo sido avisados da mudança, poderão eventualmente continuar a ensombrar as conversas patibulares de alguns dos pretensos herdeiros – porque não o atrevimento – dos ancestrais “Vencidos da Vida”.
Esperamos que a “D.Felismina” e a sua querida filhinha “Umbelininha” possam também, na medida das suas possibilidades, visitar o local da reunião. É que a velha senhora apenas possui uma mísera pensão de 281 euros e a menina, apesar de licenciada em “Antropologia do bicho-da-seda”, com pós-graduação em “Comisserações sobre a alegada influência do cocó do bicho-de-conta no bater das asas da borboleta” e Mestre em “Acasalamento compulsivo de espécies em vias de extinção”, não consegue arranjar emprego público compatível e com direitos há mais de 5 anos, arrastando a sua existência como caixa do DoceContinentePingo, sempre na esperança que o Boaventura Sousa Santos lhe ofereça a mesma prebenda que outorgou ao Carvalho da Silva, fazendo-o Doutor, com maiúscula, mais rápido que um capitão passava a general durante o PREC.
Diz A: - Malta, já viram a maravilha do Carlos Sá, vencedor da mais difícil maratona do mundo. E o Rui Costa, vencedor da Volta à Suiça e de 2-etapas-2 da Volta à França?...
Diz B: - … e o António Damásio, que mapeou o cérebro humano…
Continua A: - … Não há dúvida, “NÓS”, os portugueses (e sublinha a entrada de rompante com um largo apontar dos dois dedos indicadores, bem tesos, para o próprio peito), “NÓS”, os portugueses, repete, temendo que a humanidade inteira não tivesse ouvido bem, “SOMOS” excepcionais, “SOMOS” capazes do impossível, o “NOSSO” brilhantismo é uma luz que “alumia” o mundo inteiro. Infelizmente os nossos políticos não nos merecem, só nos calham corruptos e incompetentes. É a nossa maldição, um povo tão bom, governado por tipos que não prestam.
Diz C: - Humm… ouve lá, então achas que essas figuras que citaste, e a que podias acrescentar o Figo, o Ronaldo, o Mourinho, o Évora no desporto de alta competição, o dito Damásio na Ciência, o Saramago na literatura, o Siza na arquitectura, para só falar destes, representam o povo português? O Zé e a Maria? Os que, se, por isto ou por aquilo, foram alcandroados a banqueiros ou presidentes desta ou daquela coisa, querem é mamar do bom e do belo, ter bons bólides, cartão com gordo crédito, querendo pouco saber da sustentabilidade das instituições que lhes calharam em sorte, privatizando os lucros e socializando os prejuízos, ou os discípulos de Hipócrates, juntamente com uns farmacêuticos sem escrúpulos, que burlam o SNS em milhões, os empresários que sacam o IVA dos clientes, o IRS e a TSU dos empregados e se “esquecem” de os entregar ao Estado e, quando apanhados, já preventivamente colocaram os bens ao luar em nome da tia, da prima, do cão, do gato e do periquito, que passam a vida a clamar contra “o peso excessivo do estado”, enquanto preenchem mais um pedido de subsídio, os autarcas que, na véspera da saída, assinam contratos lesivos para o povo, envolvendo milhões, os… os… os….
Neste ponto “C”, enervado com o enumerar dos infinitos crápulas que nos esbulham é obrigado a molhar a palavra…Ahhhh!
Diz D, acabado de chegar (mas ainda a tempo de ouvir o arrazoado de C):- “Tá” bem mas esses são os bandidos, não são o povo…
Diz C (limpando os beiços às costas da mão): - … brincamos, não? Espera, os portugueses que não tiveram tanta sorte e ficaram pela parte baixa da escala, usam a baixazinha fraudulenta, o recebimento do subsídio ao mesmo tempo que sacam uns biscates, na segunda-feira já proclamam que “nunca mais é sábado”, até fazem greve para satisfazer o Sindicato (o respeitinho é muito bonito) mas “metem” um P1, P2, P3, P4, Pn para não “perderem” o dia, que… que…
Diz B: - Esperem, os políticos são como são, porque emanam de nós! Falaste dos autarcas? Tens razão, são uns bandidos e uns corruptos. Mas certamente sabes que, aqui há uns anos, no tal tempo das vacas gordas, se algum autarca chegasse ao pé de um grupo de cidadãos e lhes perguntasse: – Gente da minha terra, o que é que acham que nos faz falta? Talvez uma biblioteca, um centro cultural, salas de estudo para as nossas crianças…
- “Atão” senhor presidente, o que faz falta são Icês, Ipês, acessibilidades, Escanzelados de Baixo tem oito rotundas e nós só temos sete? E subsídios a fundo perdido para que o nosso clube, o Atlético Sport Escanzeladense de Cima, possa comprar três brasileiros e dois búlgaros que nos impeçam de descer de divisão… Para bem do nosso concelho, se for preciso, até o senhor Abade os casa com umas meninas cá da terra, que estão a estudar em Lisboa, na Universidade qu’a gente não se alembra o nome mas que fica junto ao Campo Pequeno, na Óscar Monteiro Torres…
Diz D: - Queres então dizer que se o país está cheio de estradas, auto-estradas e rotundas é porque foram os populares que as pediram?
Diz A: Claro, porque é que achas que os corruptos são sucessivamente reeleitos?
Diz a D.Felisminha…(não podia faltar) : - Então e o partido da Catherine Deneuve, que disfarçou as contrapartidas do negócio dos “que andam debaixo de água”, com donativos, um dos quais de um tal Jacinto Leite Capelo Rego…
Diz B: - Bom, já que a senhora falou nesses, não se esqueça dos outros, os que, para aproveitar o método de Hondt, concorrem como um único partido ( e tanto eles gostariam de ser Partido Único) e, depois, desdobram-se convenientemente para terem dois grupos parlamentares, com assessores a dobrar, tempo de intervenção maior que os outros e até possibilidade de duas moções de censura.
Diz C:… e que estão sempre a pedir eleições. Pudera, assim podem mamar os subsídios para a campanha, uns quantos euritos por cada voto e até explorarem os “camaradas” que vão para as mesas de voto e entregam ao Partido as setenta e tal mocas que recebem dos contribuintes.
Diz B: - Vai lá perguntar aos partidos se querem reduzir o número de deputados, ou de Câmaras Municipais, ou de Freguesias, ou de Conselhos Coordenadores disto ou daquilo. Sim senhor, reduzir, poupar, reconverter, é importante mas, atenção, só se for no vizinho do lado.
Diz o Pai Natal, enquanto, mordendo o lábio inferior, rosna baixinho um “descontrai!… descontrai!…”: - É pá, isto está mesmo mau por esses lados; desculpem lá mas há uma grande diferença entre o tipo que rouba milhões e o desgraçado que rouba, vá lá, dez euros. Ou não há?
Diz o grilo falante: - Claro que há! O tipo que se permite só roubar dez euros é porque nunca teve hipótese de ter os tais milhões ao alcance.
Cai mesmo o pano!
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Estação parva (IX)
O acordo entre o PS e o BE é como amor de estudante: não dura mais que uma hora.
O PS, com 1.568.168 votos nas últimas eleições, tem direito a 1 moção de censura. A CDU, com 441.852 votos nas últimas eleições, tem direito a 2-moções-2 de censura, ou seja, 3 vezes e meia mais de votos (no caso do PS) apenas permitem metade dos direitos da CDU.
O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles foi um oposicionista ao Estado Novo. Em 1969 concorreu, juntamente com, entre outros, Mário Soares, nas listas da CEUD.
Os jardins da Gulbenkian têm a sua assinatura. Criou o movimento alfacinha e o projecto do corredor verde até Monsanto. Numa certa altura "TODA A GENTE" dizia: de políticos destes, sérios, dedicados à causa pública é que nós precisamos. Este homem é que seria o grande presidente da Câmara; pois bem, o homem candidatou-se e o mesmo povo que o apoiava e empurrava deu-lhe... 5%.
O médico Rui Marques, ligado às causas sociais, activista do Lusitânia Expresso, navio que afrontou a Indonésia durante a tragédia de Timor, fundador da revista Cais, com uma vida dedicada aos menos afortunados. Numa certa altura "TODA A GENTE" dizia: de políticos destes, sérios, dedicados à causa pública é que nós precisamos. Este homem é que seria um dos grandes dirigentes de Portugal ; pois bem, o homem candidatou-se e o mesmo povo que o apoiava e empurrava deu-lhe... 1,5%.
O Paulo de Morais e o José Gomes Ferreira são amplamente citados e partilhados na net, especialmente no facebook. Já os critiquei por só falarem e escreverem o que está certo, o que nós queremos, o que este país necessita, mas não se chegarem à frente. Nesta altura "TODA A GENTE" diz: de políticos destes, sérios, dedicados à causa pública é que nós precisamos. Estes homens é que seriam os grandes dirigentes de Portugal
Bom, pelos exemplos acima citados, provavelmente seria para depois os humilharmos nas urnas, como fizemos aos outros.
Temos o que merecemos!
O PS, com 1.568.168 votos nas últimas eleições, tem direito a 1 moção de censura. A CDU, com 441.852 votos nas últimas eleições, tem direito a 2-moções-2 de censura, ou seja, 3 vezes e meia mais de votos (no caso do PS) apenas permitem metade dos direitos da CDU.
O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles foi um oposicionista ao Estado Novo. Em 1969 concorreu, juntamente com, entre outros, Mário Soares, nas listas da CEUD.
Os jardins da Gulbenkian têm a sua assinatura. Criou o movimento alfacinha e o projecto do corredor verde até Monsanto. Numa certa altura "TODA A GENTE" dizia: de políticos destes, sérios, dedicados à causa pública é que nós precisamos. Este homem é que seria o grande presidente da Câmara; pois bem, o homem candidatou-se e o mesmo povo que o apoiava e empurrava deu-lhe... 5%.
O médico Rui Marques, ligado às causas sociais, activista do Lusitânia Expresso, navio que afrontou a Indonésia durante a tragédia de Timor, fundador da revista Cais, com uma vida dedicada aos menos afortunados. Numa certa altura "TODA A GENTE" dizia: de políticos destes, sérios, dedicados à causa pública é que nós precisamos. Este homem é que seria um dos grandes dirigentes de Portugal ; pois bem, o homem candidatou-se e o mesmo povo que o apoiava e empurrava deu-lhe... 1,5%.
O Paulo de Morais e o José Gomes Ferreira são amplamente citados e partilhados na net, especialmente no facebook. Já os critiquei por só falarem e escreverem o que está certo, o que nós queremos, o que este país necessita, mas não se chegarem à frente. Nesta altura "TODA A GENTE" diz: de políticos destes, sérios, dedicados à causa pública é que nós precisamos. Estes homens é que seriam os grandes dirigentes de Portugal
Bom, pelos exemplos acima citados, provavelmente seria para depois os humilharmos nas urnas, como fizemos aos outros.
Temos o que merecemos!
Estação parva (VIII)
Diz A: - Malta, já leram aquela cena do Minipreço, que penalizou os tipos que fizeram greve com a transferência de local de trabalho? Nunca mais compro nesses gajos!
Diz B: - Ouve lá, tu que só compras gourmet nos supermercados premium, estás agora a arrotar umas postas de pescada sobre o Minipreço. Vê lá se percebes uma coisa: o Minipreço paga os salários a tempo e horas. Certo?
Diz A: - Sim, pelos vistos…
Diz B: - O Minipreço paga de acordo com o Contrato Colectivo de Trabalho para o sector. Certo?
Diz A: - Sim, mas adianta…
Diz B: - Não, as coisas devem ser clarificadas, o Minipreço respeita as leis em vigor, no que toca a subsídios (é uma empresa privada), horas extras, trabalho em dias de descanso e feriados, turnos, férias, baixas por doença…
Diz C: - … ou simulação de doença…
Diz B: - … não interessa, por “doença oficialmente comprovada por um médico”, ou seja, respeita o que está estabelecido?
Diz A: - Está bem, e depois?
Diz B: - E depois??? Então porque raio é que esses, vá lá, hoje estou bem disposto e vou chamar-lhes “trabalhadores”, fizeram greve?
Diz A: - Bem… eles fizeram greve porque o que está em causa não é o Minipreço, é a necessidade de derrubar o governo.
Diz B: - E, por acaso, a administração do Minipreço é que colocou lá este governo? Têm voto de qualidade? Não terão sido muitos dos que trabalham no Minipreço que votaram nos partidos que agora lá estão?
Diz C: - Por mim, tinham sido era todos despedidos!
Diz D - (acabado de chegar): Sabem a última do Cavaco? O que é que o gajo quer?
Diz A: - Boa tarde também para ti. Sabes, o geronte está completamente passado dos carretos.
Diz B: - Acham? Então o gajo está na política desde que o Sá Carneiro o fez Ministro das Finanças e vocês acham que o “filho do dono da bomba de gasolina de Boliqueime” está senil? E, com a quantidade de assessores que por lá andam, aquilo não é bem pensado? Quando um artista destes chega a Presidente quer é ficar na História como o que “fez e aconteceu, tal e coisa, coisa e tal”.
Diz C: - Cá para mim – posso estar enganado – mas o que o fulano quer é muito simples: Entala o PS num acordo que o “Rato” não quer. Lixa o Portas – aí o menino do Independente (lembram-se?) deu uma ajuda – colocando-o numa situação em que nem o CDS o vai querer…
Diz D: - … nas próximas eleições, em vez do partido do táxi, vai ser o partido da “mota”, dois gajos agarradinhos um ao outro mas a divertirem-se muito…
Diz C: - … Aí não vai haver acordo, eleições, o PS ganha, seguido de perto pelo PSD, e fica um governo do novo Bloco Central, capaz de fazer as reformas necessárias ao país.
Diz A: - Nem pensem nisso, os partidos à esquerda do PS já representam…
Diz D: - … nas sondagens… que valem o que valem…
Diz A: - … cerca de 20% do eleitorado.
Diz D: - Pois… o Sirysa, na Grécia, também ía ganhar e depois ganharam os tipos responsáveis pela situação anterior… isso tem sociologicamente um nome, de que não me lembro, mas tem qualquer coisa a ver com o facto de haver malta que, nas sondagens, responde o politicamente correcto e, depois, na solidão da cabine de voto, põe a cruzinha onde acha que é melhor para defender a sua “vidinha”, o seu “dinherinho”, “os seus interessezinhos”, “o seu carrinho”, “a sua casinha”…
Diz C: - … e na Islândia aconteceu a mesma coisa. O povo é mesmo parvo…
Diz D: - O Salazar e o Estaline é que a sabiam toda: o povinho é porreiro para as festas, sejam da comemoração dos “centenários”, a Grande Exposição do Mundo Português, ou os primeiros de Maio de Festa (o que é isso “de luta”), na Praça Vermelha…
Diz a Dona Felismina (sempre com os ouvidos atentos a uma boa conversa e enquanto deglute um scone, acompanhado de chá de tília):- Eu e a minha Umbelininha estivémos no piquenicão do Terreiro do Paço; aquilo é que foi uma manifestação à séria; para a próxima, aquele moço, o Arménio, tem de contratar o Tony Carreira para encerramento da jornada de luta. Então é que o governo não se aguentava.
Diz a empregada da cervejaria, após colocar mais uma rodada de jolas na mesa: - Se tiverem dúvidas sobre alguma coisa digam, porque hoje em dia está tudo na net e no meu smartphone, isto se o meu Jaquim não me tiver comido o saldo (antes fosse a mim) com as conversas com os amigos gay; sim, que isto é muito modernaço mas já não estou a achar muita piada.
Diz o coelhinho da Páscoa enquanto, agarrando uma pobre galinha precária pelas asas, numa rapidinha típica da sua espécie, ajuda um ovo teimoso a sair por onde deve; (a pobre galinha, sonhando com mais um contrato de 6 meses a ração mínima de milho, permite o abuso do perverso Coelho; quer dizer, se a coisa der certo, se não, vai queixar-se à comissão de defesa contra o assédio no local de trabalho): - Caros amigos, isto já borregou, preparem-se mas é para a saída do Euro, para as inflações a 2 dígitos, para deixarem de comprar os carrinhos novos a preço razoável, as férias “lá fora”, os cortes de luz no verão porque há seca e no inverno porque há inundações, os reformados a verem as pensões cairem para um terço do valor, as seringas descartáveis limpinhas com líxivia para serem reutilizadas…
Diz o grilo falante: - Mas isso seria óptimo, uma vida mais saudável, sem uvas do Chile, maçãs francesas, morangos espanhóis, festivais alive, telemóveis novos a cada 3 meses, com mezinhas naturais em vez de remédios importados (que não sabemos para que servem), vestidos de chita, a valorização do Festival da Canção e, acima de tudo, um viver calmo e sossegado “neste cantinho do céu”.
Diz o Pai Natal, que chegou atrasado devido ao imenso trabalho em ser servido de “alfinete-de-peito” por uma legião de crédulos (é a crueldade suprema: um desempregado de média duração cheio de trabalho): - Desculpa grilo, hoje cabe-me a mim terminar com… Pois!
Cai o pano.
Desta vez, avisado, consegui evitar a pancada que o Grande Encenador do Universo, mais uma vez, se preparava para descarregar na minha cabeça. À segunda só cai quem… Auuuuuuuu, …daaa-ssse. Não há azar, na tentativa de fugir ao castigo, levei com o pano de ferro. É a vida, já dizia o António de Oliveira… Guterres.
Diz B: - Ouve lá, tu que só compras gourmet nos supermercados premium, estás agora a arrotar umas postas de pescada sobre o Minipreço. Vê lá se percebes uma coisa: o Minipreço paga os salários a tempo e horas. Certo?
Diz A: - Sim, pelos vistos…
Diz B: - O Minipreço paga de acordo com o Contrato Colectivo de Trabalho para o sector. Certo?
Diz A: - Sim, mas adianta…
Diz B: - Não, as coisas devem ser clarificadas, o Minipreço respeita as leis em vigor, no que toca a subsídios (é uma empresa privada), horas extras, trabalho em dias de descanso e feriados, turnos, férias, baixas por doença…
Diz C: - … ou simulação de doença…
Diz B: - … não interessa, por “doença oficialmente comprovada por um médico”, ou seja, respeita o que está estabelecido?
Diz A: - Está bem, e depois?
Diz B: - E depois??? Então porque raio é que esses, vá lá, hoje estou bem disposto e vou chamar-lhes “trabalhadores”, fizeram greve?
Diz A: - Bem… eles fizeram greve porque o que está em causa não é o Minipreço, é a necessidade de derrubar o governo.
Diz B: - E, por acaso, a administração do Minipreço é que colocou lá este governo? Têm voto de qualidade? Não terão sido muitos dos que trabalham no Minipreço que votaram nos partidos que agora lá estão?
Diz C: - Por mim, tinham sido era todos despedidos!
Diz D - (acabado de chegar): Sabem a última do Cavaco? O que é que o gajo quer?
Diz A: - Boa tarde também para ti. Sabes, o geronte está completamente passado dos carretos.
Diz B: - Acham? Então o gajo está na política desde que o Sá Carneiro o fez Ministro das Finanças e vocês acham que o “filho do dono da bomba de gasolina de Boliqueime” está senil? E, com a quantidade de assessores que por lá andam, aquilo não é bem pensado? Quando um artista destes chega a Presidente quer é ficar na História como o que “fez e aconteceu, tal e coisa, coisa e tal”.
Diz C: - Cá para mim – posso estar enganado – mas o que o fulano quer é muito simples: Entala o PS num acordo que o “Rato” não quer. Lixa o Portas – aí o menino do Independente (lembram-se?) deu uma ajuda – colocando-o numa situação em que nem o CDS o vai querer…
Diz D: - … nas próximas eleições, em vez do partido do táxi, vai ser o partido da “mota”, dois gajos agarradinhos um ao outro mas a divertirem-se muito…
Diz C: - … Aí não vai haver acordo, eleições, o PS ganha, seguido de perto pelo PSD, e fica um governo do novo Bloco Central, capaz de fazer as reformas necessárias ao país.
Diz A: - Nem pensem nisso, os partidos à esquerda do PS já representam…
Diz D: - … nas sondagens… que valem o que valem…
Diz A: - … cerca de 20% do eleitorado.
Diz D: - Pois… o Sirysa, na Grécia, também ía ganhar e depois ganharam os tipos responsáveis pela situação anterior… isso tem sociologicamente um nome, de que não me lembro, mas tem qualquer coisa a ver com o facto de haver malta que, nas sondagens, responde o politicamente correcto e, depois, na solidão da cabine de voto, põe a cruzinha onde acha que é melhor para defender a sua “vidinha”, o seu “dinherinho”, “os seus interessezinhos”, “o seu carrinho”, “a sua casinha”…
Diz C: - … e na Islândia aconteceu a mesma coisa. O povo é mesmo parvo…
Diz D: - O Salazar e o Estaline é que a sabiam toda: o povinho é porreiro para as festas, sejam da comemoração dos “centenários”, a Grande Exposição do Mundo Português, ou os primeiros de Maio de Festa (o que é isso “de luta”), na Praça Vermelha…
Diz a Dona Felismina (sempre com os ouvidos atentos a uma boa conversa e enquanto deglute um scone, acompanhado de chá de tília):- Eu e a minha Umbelininha estivémos no piquenicão do Terreiro do Paço; aquilo é que foi uma manifestação à séria; para a próxima, aquele moço, o Arménio, tem de contratar o Tony Carreira para encerramento da jornada de luta. Então é que o governo não se aguentava.
Diz a empregada da cervejaria, após colocar mais uma rodada de jolas na mesa: - Se tiverem dúvidas sobre alguma coisa digam, porque hoje em dia está tudo na net e no meu smartphone, isto se o meu Jaquim não me tiver comido o saldo (antes fosse a mim) com as conversas com os amigos gay; sim, que isto é muito modernaço mas já não estou a achar muita piada.
Diz o coelhinho da Páscoa enquanto, agarrando uma pobre galinha precária pelas asas, numa rapidinha típica da sua espécie, ajuda um ovo teimoso a sair por onde deve; (a pobre galinha, sonhando com mais um contrato de 6 meses a ração mínima de milho, permite o abuso do perverso Coelho; quer dizer, se a coisa der certo, se não, vai queixar-se à comissão de defesa contra o assédio no local de trabalho): - Caros amigos, isto já borregou, preparem-se mas é para a saída do Euro, para as inflações a 2 dígitos, para deixarem de comprar os carrinhos novos a preço razoável, as férias “lá fora”, os cortes de luz no verão porque há seca e no inverno porque há inundações, os reformados a verem as pensões cairem para um terço do valor, as seringas descartáveis limpinhas com líxivia para serem reutilizadas…
Diz o grilo falante: - Mas isso seria óptimo, uma vida mais saudável, sem uvas do Chile, maçãs francesas, morangos espanhóis, festivais alive, telemóveis novos a cada 3 meses, com mezinhas naturais em vez de remédios importados (que não sabemos para que servem), vestidos de chita, a valorização do Festival da Canção e, acima de tudo, um viver calmo e sossegado “neste cantinho do céu”.
Diz o Pai Natal, que chegou atrasado devido ao imenso trabalho em ser servido de “alfinete-de-peito” por uma legião de crédulos (é a crueldade suprema: um desempregado de média duração cheio de trabalho): - Desculpa grilo, hoje cabe-me a mim terminar com… Pois!
Cai o pano.
Desta vez, avisado, consegui evitar a pancada que o Grande Encenador do Universo, mais uma vez, se preparava para descarregar na minha cabeça. À segunda só cai quem… Auuuuuuuu, …daaa-ssse. Não há azar, na tentativa de fugir ao castigo, levei com o pano de ferro. É a vida, já dizia o António de Oliveira… Guterres.
Estação parva (VII)
Diz A: - Os nossos direitos estão adquiridos e consignados em leis, contratos e até na própria Constituição…
Diz B: - Eu sou como o Demóstenes, também ando com uma lamparina acesa durante o dia, para ver se encontro um Homem honesto. De que Constituição falas? Da de 1911?, da de 1933?, da de 1976?, e com que revisão?, a de 1982?, a de 1989?, a de 1992?, a de 1997?, a de 2001?, a de 2004?, ou a de 2005?, ou a que há-de vir?
Diz C: - Direitos garantidos? Só se forem os das PPPs, esses sim são intocáveis; estão protegidos por contratos leoninos e, aliás, os grandes escritórios de advogados, cujos membros que ora estão a negociar pelos governos, ora estão a negociar pelas clientelas, sabem o que fazem…
Diz o coelhinho da Páscoa, entre duas invectivas contra um bando de galinhas precárias, poedeiras dos célebres ovos: - Lamento informá-los mas, enquanto o cumprimento dos vossos deveres apenas depende da vossa vontade e capacidade de os cumprirem, os vossos direitos apenas existem enquanto alguém vo-los outorgar!
Diz a empregada da cervejaria, ao depositar mais uma rodada de jolas em cima da mesa: - A propósito de outorgar, diz o meu Jaquim que o Torga é muito partilhado no Facebook, com uma frase que eu me lembro mas que já digo daqui a pouco, quando consultar o meu smartphone.
Diz o Pai Natal, enquanto acaricia o cabelo de um dos convivas (na verdade não é o verdadeiro Santa, mas um tipo desempregado de média duração, que faz uns biscates num centro comercial): - Bom, com a quantidade de tipos que ainda acreditam em mim, se há coisa que não me falta são uns bons bicos.
Diz a Dona Felismina (sempre com os ouvidos atentos a uma boa conversa e enquanto deglute um scone, acompanhado de chá de tília): - A minha filha Umbelininha também faz bicos; e olhem que são de qualidade, ainda este ano já ganhou duas vezes o título de empregada do mês na Fábrica de Fogões Meireles.
Diz a empregada da cervejaria: - Afinal não consigo saber a frase do Torga, porque o Jaquim “consumiu-me” o saldo em chats com uns gajos. Sim, porque o meu Jaquim não é retrógrado como vocês, agora deu nessa coisa de gay.
Diz A: É pá, eu ainda acredito nas leis, na justiça e no estado de direito; se as coisas não forem certinhas como eu penso, então é porque a sociedade está a desmoronar-se e o grande caos aproxima-se a "Passos" largos.
Começa a ouvir-se um ribombar crescente de intensidade, copos e garrafas tilintam e as paredes da cervejaria abrem rachas.
Levantam-se todos numa aflição enquanto, em uníssono, soltam um grito abafado : - O que é isto?
Diz o grilo falante: - Pois…
Cai o pano.
Aaaauuuuu, ...da-sssse, digo eu. Não há azar, foi o Grande Encenador do Universo que, sem querer, me acertou na cabeça com a última das doze pancadas de Molière.
Diz B: - Eu sou como o Demóstenes, também ando com uma lamparina acesa durante o dia, para ver se encontro um Homem honesto. De que Constituição falas? Da de 1911?, da de 1933?, da de 1976?, e com que revisão?, a de 1982?, a de 1989?, a de 1992?, a de 1997?, a de 2001?, a de 2004?, ou a de 2005?, ou a que há-de vir?
Diz C: - Direitos garantidos? Só se forem os das PPPs, esses sim são intocáveis; estão protegidos por contratos leoninos e, aliás, os grandes escritórios de advogados, cujos membros que ora estão a negociar pelos governos, ora estão a negociar pelas clientelas, sabem o que fazem…
Diz o coelhinho da Páscoa, entre duas invectivas contra um bando de galinhas precárias, poedeiras dos célebres ovos: - Lamento informá-los mas, enquanto o cumprimento dos vossos deveres apenas depende da vossa vontade e capacidade de os cumprirem, os vossos direitos apenas existem enquanto alguém vo-los outorgar!
Diz a empregada da cervejaria, ao depositar mais uma rodada de jolas em cima da mesa: - A propósito de outorgar, diz o meu Jaquim que o Torga é muito partilhado no Facebook, com uma frase que eu me lembro mas que já digo daqui a pouco, quando consultar o meu smartphone.
Diz o Pai Natal, enquanto acaricia o cabelo de um dos convivas (na verdade não é o verdadeiro Santa, mas um tipo desempregado de média duração, que faz uns biscates num centro comercial): - Bom, com a quantidade de tipos que ainda acreditam em mim, se há coisa que não me falta são uns bons bicos.
Diz a Dona Felismina (sempre com os ouvidos atentos a uma boa conversa e enquanto deglute um scone, acompanhado de chá de tília): - A minha filha Umbelininha também faz bicos; e olhem que são de qualidade, ainda este ano já ganhou duas vezes o título de empregada do mês na Fábrica de Fogões Meireles.
Diz a empregada da cervejaria: - Afinal não consigo saber a frase do Torga, porque o Jaquim “consumiu-me” o saldo em chats com uns gajos. Sim, porque o meu Jaquim não é retrógrado como vocês, agora deu nessa coisa de gay.
Diz A: É pá, eu ainda acredito nas leis, na justiça e no estado de direito; se as coisas não forem certinhas como eu penso, então é porque a sociedade está a desmoronar-se e o grande caos aproxima-se a "Passos" largos.
Começa a ouvir-se um ribombar crescente de intensidade, copos e garrafas tilintam e as paredes da cervejaria abrem rachas.
Levantam-se todos numa aflição enquanto, em uníssono, soltam um grito abafado : - O que é isto?
Diz o grilo falante: - Pois…
Cai o pano.
Aaaauuuuu, ...da-sssse, digo eu. Não há azar, foi o Grande Encenador do Universo que, sem querer, me acertou na cabeça com a última das doze pancadas de Molière.
Estação parva (VI)
A Assunção Esteves é mais estúpida que um calhau!
Quem pretende estar a um nível superior aos energúmenos que fizeram o triste espectáculo das galerias da Assembleia da República não pode colocar-se ao nível deles; ainda por cima sendo alguém que beneficiou de um estatuto especial e escandaloso (reforma avultada aos 42 anos). Pura e simplesmente pedia-lhes para se retirarem (como aliás fez, e bem, num primeiro tempo) e depois, perante o avolumar dos protestos, limitava-se a solicitar à polícia que evacuasse as galerias; uma medida profilática seria identificá-los e sugerir a um juiz que lhes aplicasse a medida de limpeza do hemicíclo.
A propósito destas “manifestações de protesto”, cumpre-me dizer que acho no mínimo incrível que profissionais do sindicalismo, pagos pelo erário público, possam passar a vida nisto. A democracia que não consegue colocar na ordem as suas próprias criações torna-se bandalheira, o que faz com que a generalidade do povo, um dia, clame pela “ordem”; Isto parece um remake do fim do regime da I República. Cuidado com o que pode estar para vir.
A mania de tratar como igual o que é diferente coloca-se nesta questão relacionada com os trabalhadores em funções públicas. É que o facto de professores, enfermeiros, médicos, polícias, juízes e outros com funções específicas, complexas e até perigosas, que estão devidamente elencadas, deverem ter condições de horário e idade de acesso à reforma diferentes dos outros, vulgarmente chamados “funcionários das repartições”, parece-me líquido e aceitável. Agora todos?
No privado as coisas foram feitas com tempo. Ainda hoje, em empresas e instituições (privadas) dos mais diversos tamanhos e actividades há “os antigos”, com condições diferentes dos “novos”; com o passar dos anos tudo se normaliza, à medida que os primeiros vão desaparecendo. Caso, nos últimos 30 anos, os governos tivessem tido a coragem de criar esses regimes duais de trabalho público, hoje já não haveria qualquer problema. Como isso nunca foi feito, tendo até o Cavacão sido um dos principais responsáveis pelo “monstro”, foi no primeiro governo do Sócrates e neste governo que tudo teve de ser feito à pressa, debaixo de enorme contestação e provavelmente mal feito.
Não costumo engolir a retórica de médicos, enfermeiros e professores que enfeitam a sua “luta” com a nobreza da “defesa do Serviço Nacional de Saúde” ou “da escola pública”. O que está em causa (e justamente) é dinheiro, porque é com ele que esses profissionais (como todos os outros) compram as vitualhas, pagam as casas e educam condignamente os filhos. Assim entendemo-nos.
Quem pretende estar a um nível superior aos energúmenos que fizeram o triste espectáculo das galerias da Assembleia da República não pode colocar-se ao nível deles; ainda por cima sendo alguém que beneficiou de um estatuto especial e escandaloso (reforma avultada aos 42 anos). Pura e simplesmente pedia-lhes para se retirarem (como aliás fez, e bem, num primeiro tempo) e depois, perante o avolumar dos protestos, limitava-se a solicitar à polícia que evacuasse as galerias; uma medida profilática seria identificá-los e sugerir a um juiz que lhes aplicasse a medida de limpeza do hemicíclo.
A propósito destas “manifestações de protesto”, cumpre-me dizer que acho no mínimo incrível que profissionais do sindicalismo, pagos pelo erário público, possam passar a vida nisto. A democracia que não consegue colocar na ordem as suas próprias criações torna-se bandalheira, o que faz com que a generalidade do povo, um dia, clame pela “ordem”; Isto parece um remake do fim do regime da I República. Cuidado com o que pode estar para vir.
A mania de tratar como igual o que é diferente coloca-se nesta questão relacionada com os trabalhadores em funções públicas. É que o facto de professores, enfermeiros, médicos, polícias, juízes e outros com funções específicas, complexas e até perigosas, que estão devidamente elencadas, deverem ter condições de horário e idade de acesso à reforma diferentes dos outros, vulgarmente chamados “funcionários das repartições”, parece-me líquido e aceitável. Agora todos?
No privado as coisas foram feitas com tempo. Ainda hoje, em empresas e instituições (privadas) dos mais diversos tamanhos e actividades há “os antigos”, com condições diferentes dos “novos”; com o passar dos anos tudo se normaliza, à medida que os primeiros vão desaparecendo. Caso, nos últimos 30 anos, os governos tivessem tido a coragem de criar esses regimes duais de trabalho público, hoje já não haveria qualquer problema. Como isso nunca foi feito, tendo até o Cavacão sido um dos principais responsáveis pelo “monstro”, foi no primeiro governo do Sócrates e neste governo que tudo teve de ser feito à pressa, debaixo de enorme contestação e provavelmente mal feito.
Não costumo engolir a retórica de médicos, enfermeiros e professores que enfeitam a sua “luta” com a nobreza da “defesa do Serviço Nacional de Saúde” ou “da escola pública”. O que está em causa (e justamente) é dinheiro, porque é com ele que esses profissionais (como todos os outros) compram as vitualhas, pagam as casas e educam condignamente os filhos. Assim entendemo-nos.
Estação parva (V)
O governo já “foi”, nem vale a pena gastar mais cera com tão ruim defunto.
Vamos então ter eleições, mais dia menos dia.
A partir do final dos setentas fui presença mais ou menos regular nas mesas de voto: Já fui presidente, vice, secretário e escrutinador. Nos primeiros tempos aquilo era uma multidão, todos os lugares preenchidos mais 2-delegados-2 por cada partido. Com o correr dos anos a coisa foi diminuindo, chegando este que se assina a participar em mesas de voto com o mínimo permitido por lei (3 cidadãos) e até os partidos passaram a ter um único delegado, digamos abrangente, que passava ciclicamente pelas mesas de voto. Talvez porque a malta começasse a estar de costas voltadas para este acto cívico, o Guterres, de cognome “o bonzinho”, criou a remuneração dos membros da mesa. Aí pude descansar porque, pelo menos numa primeira fase, passou a haver mais candidatos que lugares disponíveis.
No entanto, como a malta começou a fazer contas, o país parecia que estava em “vacas gordas” e também “setenta e seis euros por cerca de 11 horas de trabalho, ainda por cima em domingo ou feriado” não compensa, lá fui de novo chamado devido “à falta de um cidadão, devidamente justificada”. Ao responder à funcionária da Junta de Freguesia com um veemente não, quando esta me pediu o NIB para me ser creditado o valor da jorna, criei uma grande dificuldade à pobre rapariga. “Ó… não me faça uma coisa dessas porque me vai criar uma carga de trabalhos. Aceite, por favor”. A minha amiga Graça M., militante principal do PCP na zona, esclareceu-me logo: Nós não temos esse problema moral, damos logo o NIB do partido e fica resolvido. – Espera lá, então as mesas de voto são uma fonte de financiamento do partido? E isso é aceite? Tu podes “dar” um NIB que não é teu? Depois de um aceno cúmplice da minha amiga, lembrei-me do nosso grande Vasco Santana e retorqui com um piscar de olho: “Jerónimo amigo, andamos todos ao mesmo”.
Embora tenha pouco interesse para a história, lá acabei por aceitar, fazendo, de seguida, a doação exacta do valor recebido à “Casa das Cores” de Chelas, que acolhe crianças filhas de “agarrados”.
Eu sei que, para muita gente (para mim também) setenta e tal euros é um bom bónus. Agora é obviamente mais um exemplo de “má despesa pública”.
Vamos então ter eleições, mais dia menos dia.
A partir do final dos setentas fui presença mais ou menos regular nas mesas de voto: Já fui presidente, vice, secretário e escrutinador. Nos primeiros tempos aquilo era uma multidão, todos os lugares preenchidos mais 2-delegados-2 por cada partido. Com o correr dos anos a coisa foi diminuindo, chegando este que se assina a participar em mesas de voto com o mínimo permitido por lei (3 cidadãos) e até os partidos passaram a ter um único delegado, digamos abrangente, que passava ciclicamente pelas mesas de voto. Talvez porque a malta começasse a estar de costas voltadas para este acto cívico, o Guterres, de cognome “o bonzinho”, criou a remuneração dos membros da mesa. Aí pude descansar porque, pelo menos numa primeira fase, passou a haver mais candidatos que lugares disponíveis.
No entanto, como a malta começou a fazer contas, o país parecia que estava em “vacas gordas” e também “setenta e seis euros por cerca de 11 horas de trabalho, ainda por cima em domingo ou feriado” não compensa, lá fui de novo chamado devido “à falta de um cidadão, devidamente justificada”. Ao responder à funcionária da Junta de Freguesia com um veemente não, quando esta me pediu o NIB para me ser creditado o valor da jorna, criei uma grande dificuldade à pobre rapariga. “Ó… não me faça uma coisa dessas porque me vai criar uma carga de trabalhos. Aceite, por favor”. A minha amiga Graça M., militante principal do PCP na zona, esclareceu-me logo: Nós não temos esse problema moral, damos logo o NIB do partido e fica resolvido. – Espera lá, então as mesas de voto são uma fonte de financiamento do partido? E isso é aceite? Tu podes “dar” um NIB que não é teu? Depois de um aceno cúmplice da minha amiga, lembrei-me do nosso grande Vasco Santana e retorqui com um piscar de olho: “Jerónimo amigo, andamos todos ao mesmo”.
Embora tenha pouco interesse para a história, lá acabei por aceitar, fazendo, de seguida, a doação exacta do valor recebido à “Casa das Cores” de Chelas, que acolhe crianças filhas de “agarrados”.
Eu sei que, para muita gente (para mim também) setenta e tal euros é um bom bónus. Agora é obviamente mais um exemplo de “má despesa pública”.
Estação parva (IV)
O nosso PR libertou-se da categoria de “palhaço” e passou à de “macacão”.
A coisa promete.
Uma vez que - parece - não haver quem tenha acertado no que o homem ía dizer, o jackpot acumula com a crise seguinte.
A coisa promete.
Uma vez que - parece - não haver quem tenha acertado no que o homem ía dizer, o jackpot acumula com a crise seguinte.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Estação parva (III)
Os 40 anos de ditadura provocaram o divórcio entre os cidadãos e o Estado: Durante o regime de Salazar / Caetano habituámo-nos, a designá-lo por “ELES”, como tão bem compreendeu e escreveu António Gedeão, no seu magnífico poema “Pedra Filosofal”.
“Eles não sabem que o sonho / é uma constante da vida”; “Eles não sabem que o sonho / é vinho, é espuma, é fermento”; “Eles não sabem que o sonho / é tela, é cor, é pincel”; “Eles não sabem, nem sonham / que o sonho comanda a vida”. Eles, eles, eles, eles…
Depois da “madrugada libertadora”, embora aí o Estado já tivesse passado a sermos “NÓS”, talvez com o balanço, não nos coibimos de permitir que uns quantos se entretivessem a começar a dar cabo do que, sendo de todos, não era propriamente de ninguém.
Tanta falta de amor e de respeito manifestámos pelo que já nos competia proteger e desenvolver que acolhemos, até por vezes com aplausos e admiração, todas as pequenas, grandes e enormes vigarices e gamanços com que fomos contemplados ao longo dos últimos 39 anos.
Agora, como diziam os velhos, torcemos as orelhas mas já não deitam sangue.
“Eles não sabem que o sonho / é uma constante da vida”; “Eles não sabem que o sonho / é vinho, é espuma, é fermento”; “Eles não sabem que o sonho / é tela, é cor, é pincel”; “Eles não sabem, nem sonham / que o sonho comanda a vida”. Eles, eles, eles, eles…
Depois da “madrugada libertadora”, embora aí o Estado já tivesse passado a sermos “NÓS”, talvez com o balanço, não nos coibimos de permitir que uns quantos se entretivessem a começar a dar cabo do que, sendo de todos, não era propriamente de ninguém.
Tanta falta de amor e de respeito manifestámos pelo que já nos competia proteger e desenvolver que acolhemos, até por vezes com aplausos e admiração, todas as pequenas, grandes e enormes vigarices e gamanços com que fomos contemplados ao longo dos últimos 39 anos.
Agora, como diziam os velhos, torcemos as orelhas mas já não deitam sangue.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Estação parva (II)
Estação parva (II)
Como não sou adivinho, não sei qual vai ser a decisão do Cavaco. Também confesso que não me aquece nem me arrefece. Já vivi muitas crises e, em diversas fases da minha vida, já comi o pão que o diabo amassou. Aliás, tal como todos vós.
No entanto reparo que, este fim-de-semana, o PR teve à sua disposição dois importantes sinais, a saber:
1- O fracasso da manifestação que deveria manter-se em Belém até à queda do governo. Não é que muitas pessoas não estivessem lá em espírito; só que entre a criação das nossas émulas do Brasil, do Egipto ou da Turquia e uma saltada à praia, com umas jolas e uns caracóis a última hipótese foi mais forte.
2- Nem eram necessários os aplausos que brindaram os chefes do país nos Jerónimos; como as coisas estão, bastava a não hostilização habitual, para já ser um indicador importante.
A ver vamos.
Como não sou adivinho, não sei qual vai ser a decisão do Cavaco. Também confesso que não me aquece nem me arrefece. Já vivi muitas crises e, em diversas fases da minha vida, já comi o pão que o diabo amassou. Aliás, tal como todos vós.
No entanto reparo que, este fim-de-semana, o PR teve à sua disposição dois importantes sinais, a saber:
1- O fracasso da manifestação que deveria manter-se em Belém até à queda do governo. Não é que muitas pessoas não estivessem lá em espírito; só que entre a criação das nossas émulas do Brasil, do Egipto ou da Turquia e uma saltada à praia, com umas jolas e uns caracóis a última hipótese foi mais forte.
2- Nem eram necessários os aplausos que brindaram os chefes do país nos Jerónimos; como as coisas estão, bastava a não hostilização habitual, para já ser um indicador importante.
A ver vamos.
domingo, 7 de julho de 2013
Estação parva (1)
Uma boa notícia:
Parece que uma fábrica de congelados de Peniche, através de um investimento de alguns milhões, conseguiu criar 10 postos de trabalho e - essencialmente - manter os existentes.
Uma má notícia:
O sabonete "Feno de Portugal", o meu sabonete de há muitos anos, depois de ter andado desaparecido das prateleiras durante algum tempo, voltou. Após um primeiro momento de satisfação eu, que ando nisto da defesa e consumo apenas de produtos portugueses (a associação 56) há muito tempo, observei o dito sabonete e percebi a marosca: Em letras pequeninas lê-se que agora pertence à multinacional Colgate-Palmolive e é fabricado na... Turquia. Kaput!, voltou para onde estava. Se for preciso volto ao sabão-macaco.
Várias "não" notícias:
Parece que, das duas três: ou os portugueses respiraram de alívio com a ?solução? governamental ou borraram-se todos quando os "mercados" nos avisaram de que não "pode" haver crise política, ou então... já sei, foi o calor, esse malvado, que era pedido por toda a gente quando estava frio, que transformou o que iria ser a nossa praça Tahir numa brincadeira, com apenas algumas centenas de pessoas a exigirem, em Belém, a substituição do governo ilegítimo de direita por outro que, segundo as sondagens, seria também a curto prazo um governo ilegítimo, com políticas de direita.
Os nossos "mais honestos" (Paulo de Morais, José Gomes Ferreira, etc...) continuam a desdobrar-se em conferências, a ganhar dinheiro com a publicação de livros sobre a crise, a encherem-se de likes nas redes sociais, mas sem se chegarem à frente no sentido de serem alternativa ao "estado a que isto chegou". Sabem o que foi mal feito, sabem como deve ser feito, mas não dizem: eu vou e faço. Isso é que era bom!
Parece que uma fábrica de congelados de Peniche, através de um investimento de alguns milhões, conseguiu criar 10 postos de trabalho e - essencialmente - manter os existentes.
Uma má notícia:
O sabonete "Feno de Portugal", o meu sabonete de há muitos anos, depois de ter andado desaparecido das prateleiras durante algum tempo, voltou. Após um primeiro momento de satisfação eu, que ando nisto da defesa e consumo apenas de produtos portugueses (a associação 56) há muito tempo, observei o dito sabonete e percebi a marosca: Em letras pequeninas lê-se que agora pertence à multinacional Colgate-Palmolive e é fabricado na... Turquia. Kaput!, voltou para onde estava. Se for preciso volto ao sabão-macaco.
Várias "não" notícias:
Parece que, das duas três: ou os portugueses respiraram de alívio com a ?solução? governamental ou borraram-se todos quando os "mercados" nos avisaram de que não "pode" haver crise política, ou então... já sei, foi o calor, esse malvado, que era pedido por toda a gente quando estava frio, que transformou o que iria ser a nossa praça Tahir numa brincadeira, com apenas algumas centenas de pessoas a exigirem, em Belém, a substituição do governo ilegítimo de direita por outro que, segundo as sondagens, seria também a curto prazo um governo ilegítimo, com políticas de direita.
Os nossos "mais honestos" (Paulo de Morais, José Gomes Ferreira, etc...) continuam a desdobrar-se em conferências, a ganhar dinheiro com a publicação de livros sobre a crise, a encherem-se de likes nas redes sociais, mas sem se chegarem à frente no sentido de serem alternativa ao "estado a que isto chegou". Sabem o que foi mal feito, sabem como deve ser feito, mas não dizem: eu vou e faço. Isso é que era bom!
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