quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Por enquanto são só perguntas. Provavelmente incómodas ou até inconsistentes. Porque é que corporações de voluntários lançam jovens, nitidamente mal preparados, para a morte no inferno dos incêndios enquanto os Sapadores de Lisboa e Porto estão calmamente aquartelados a ver televisão ou a discutir bola? Será que, por serem funcionários públicos, ficariam muito caros em subsídios, horas extra, etc? Porque é que as corporações de voluntários são uma espécie de coutada familiar em que o pai, a mãe, o tio, o filho, a filha, o cão, o gato, são todos bombeiros? Quem ou que alimenta as corporações de voluntários? São mesmo voluntários? Quem são as empresas donas dos meios aéreos? Qual o seu poder junto das autoridades? Porque é que a Força Aérea não tem meios aéreos que possam ser convertidos no verão para apagar incêndios e no resto do ano a fazer as restantes coisas? Porque é que não temos um Canadair que seja para poder ser utilizado? ou um Kamov? Porque continuamos com o tabú de não poderem ser utilizados presos para limpar as matas? ou de desempregados que quisessem ganhar mais algum além do subsídio? ou de jovens à aventura? ou de reformados que queiram continuar activos?
Vou imaginar um cenário:
Um tipo chamado Jumarílio furta a carteira ao Flurípeo.
Da sua janela o Hortênsio vê tudo. Quando o Jumarílio é preso, o dono da carteira furtada (o Flurípeo), informa a Polícia que o Hortênsio assistiu ao furto. Este mente afirmando que nada sabe sobre o assunto.
Nas redes sociais, o Hortênsio é declarado culpado do furto e todos reclamam a sua prisão. O Jumarílio, aliviado, também faz parte do coro.
Os célebres contratos SWAP têm a seguinte proveniência:
No tempo do Guterres foi assinado 1 contrato tóxico.
No tempo do Barroso foram assinados 9 contratos tóxicos.
No tempo do Lopes foram assinados 6 contratos tóxicos.
No tempo do Sócrates foram assinados 108 contratos tóxicos.
No tempo do Coelho foram assinados 0 contratos tóxicos.
A Maria Luís mentiu declarando que nada sabia sobre estes contratos.
As redes sociais declaram a Maria Luís culpada dos Contratos SWAP e alguns que estavam em governos onde esses contratos foram assinados fazem parte do coro.
Tenho uma resposta para a questão, embora admita que possa não estar correcta. A maior parte das pessoas que partilham estas notícias, colocando, por exemplo, a cara do ministro Paulo Macedo junto do texto “buraco de 6.000 milhões na saúde”, são afectas aos dois Partidos de esquerda (à esquerda do PS) representados no nosso Parlamento. Portanto não lhes interessa muito, nem a justiça, nem a correcção do que é posto ou partilhado. O importante é bater em quem lá está no momento. Como têm a ideia de que nunca serão governo, bater em quem lá está no momento só pode acertar no PS, no PSD ou no CDS. Gostava de poder dar, juntamente com os meus compatriotas, um presente envenenado a esses Partidos e aos seus dirigentes: O Poder!
O povo – penso – não ficaria melhor mas tudo seria mais tranquilo. Acabavam-se as greves, os primeiros de Maio de luta, seriam transformados em dias de Festa, com as criancinhas mais os trabalhadores, devidamente enquadrados por Sindicatos verticais, a acenarem com ramos de flores para o palanque onde o Jerónimo, a Avoila, o Arménio, o Nogueira, a Martins e o Semedo acenariam, contemplando os marchantes com sorrisos e beijinhos. Também qualquer manife seria imediatamente reprimida pelas brigadas “Avante”, devidamente protegidas pela “mílicia popular”. Quais roubos?, qual corrupção? Tudo isso deixaria de nos incomodar porque as comissões da Televisão e jornais velariam para que qualquer notícia contra os interesses do povo fosse excluída da programação ou das manchetes.
Neste prosseguir da estação parva, com um Verão em vai e vem, deixei de ser politicamente órfão e já decidi quem vai ter o meu voto. E se algum tipo se atrever a dizer-me: A luta continua Jerónimo para a rua, zás, denuncio-o como inimigo da Pátria, na esperança de que seja mandado para o Goulag da Serra da Estrela.
Um tipo chamado Jumarílio furta a carteira ao Flurípeo.
Da sua janela o Hortênsio vê tudo. Quando o Jumarílio é preso, o dono da carteira furtada (o Flurípeo), informa a Polícia que o Hortênsio assistiu ao furto. Este mente afirmando que nada sabe sobre o assunto.
Nas redes sociais, o Hortênsio é declarado culpado do furto e todos reclamam a sua prisão. O Jumarílio, aliviado, também faz parte do coro.
Os célebres contratos SWAP têm a seguinte proveniência:
No tempo do Guterres foi assinado 1 contrato tóxico.
No tempo do Barroso foram assinados 9 contratos tóxicos.
No tempo do Lopes foram assinados 6 contratos tóxicos.
No tempo do Sócrates foram assinados 108 contratos tóxicos.
No tempo do Coelho foram assinados 0 contratos tóxicos.
A Maria Luís mentiu declarando que nada sabia sobre estes contratos.
As redes sociais declaram a Maria Luís culpada dos Contratos SWAP e alguns que estavam em governos onde esses contratos foram assinados fazem parte do coro.
Tenho uma resposta para a questão, embora admita que possa não estar correcta. A maior parte das pessoas que partilham estas notícias, colocando, por exemplo, a cara do ministro Paulo Macedo junto do texto “buraco de 6.000 milhões na saúde”, são afectas aos dois Partidos de esquerda (à esquerda do PS) representados no nosso Parlamento. Portanto não lhes interessa muito, nem a justiça, nem a correcção do que é posto ou partilhado. O importante é bater em quem lá está no momento. Como têm a ideia de que nunca serão governo, bater em quem lá está no momento só pode acertar no PS, no PSD ou no CDS. Gostava de poder dar, juntamente com os meus compatriotas, um presente envenenado a esses Partidos e aos seus dirigentes: O Poder!
O povo – penso – não ficaria melhor mas tudo seria mais tranquilo. Acabavam-se as greves, os primeiros de Maio de luta, seriam transformados em dias de Festa, com as criancinhas mais os trabalhadores, devidamente enquadrados por Sindicatos verticais, a acenarem com ramos de flores para o palanque onde o Jerónimo, a Avoila, o Arménio, o Nogueira, a Martins e o Semedo acenariam, contemplando os marchantes com sorrisos e beijinhos. Também qualquer manife seria imediatamente reprimida pelas brigadas “Avante”, devidamente protegidas pela “mílicia popular”. Quais roubos?, qual corrupção? Tudo isso deixaria de nos incomodar porque as comissões da Televisão e jornais velariam para que qualquer notícia contra os interesses do povo fosse excluída da programação ou das manchetes.
Neste prosseguir da estação parva, com um Verão em vai e vem, deixei de ser politicamente órfão e já decidi quem vai ter o meu voto. E se algum tipo se atrever a dizer-me: A luta continua Jerónimo para a rua, zás, denuncio-o como inimigo da Pátria, na esperança de que seja mandado para o Goulag da Serra da Estrela.
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