quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Por enquanto são só perguntas. Provavelmente incómodas ou até inconsistentes. Porque é que corporações de voluntários lançam jovens, nitidamente mal preparados, para a morte no inferno dos incêndios enquanto os Sapadores de Lisboa e Porto estão calmamente aquartelados a ver televisão ou a discutir bola? Será que, por serem funcionários públicos, ficariam muito caros em subsídios, horas extra, etc? Porque é que as corporações de voluntários são uma espécie de coutada familiar em que o pai, a mãe, o tio, o filho, a filha, o cão, o gato, são todos bombeiros? Quem ou que alimenta as corporações de voluntários? São mesmo voluntários? Quem são as empresas donas dos meios aéreos? Qual o seu poder junto das autoridades? Porque é que a Força Aérea não tem meios aéreos que possam ser convertidos no verão para apagar incêndios e no resto do ano a fazer as restantes coisas? Porque é que não temos um Canadair que seja para poder ser utilizado? ou um Kamov? Porque continuamos com o tabú de não poderem ser utilizados presos para limpar as matas? ou de desempregados que quisessem ganhar mais algum além do subsídio? ou de jovens à aventura? ou de reformados que queiram continuar activos?

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