quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Saldos de fim-de-estação

António Costa é Presidente da CML há 6 anos. Ora, durante esses 6 anos, Lisboa perdeu habitantes, empregos, empresas e qualidade de vida. Felizmente para o António Costa (e infelizmente para nós) o governo, ao aumentar o desemprego e ao diminuir o rendimento disponível das famílias e das empresas, acabou por minimizar o caos do trânsito e do estacionamento na cidade. Tal como o Demóstenes grego procuro durante o dia, com uma lâmpada na mão, algo que esta vereação tenha feito para melhorar a nossa condição de cidadãos de Lisboa e só encontro… nada. Em período de férias passo junto às piscinas municipais do Campo Grande, da avenida de Roma e dos Olivais e só encontro… nada; até o grande cartaz que, na campanha de 2009, anunciava a piscina do Campo Grande para breve já não resistiu ao passar dos anos. Os passeios (por exemplo na avenida da Igreja) estão aos altos e baixos e cheios de relva; no meu bairro nada foi feito para regular o estacionamento. Um morador que esteja de férias e necessite de sair de carro já não consegue voltar a estacionar (falo obviamente de um morador, “classe média”, sem garagem). Todas as obras (piscinas dos Anjos, do Rego, do Casal Vistoso) vêm do tempo do “menino guerreiro”. Sobra o Terreiro do Paço (obra dos governos centrais) e o caos da Ribeira das Naus, mais o “novo” Intendente e talvez umas coisitas “queers” para pagar o apoio da “comunidade” LGBT. Muito pouco para 6 anos em que o saneamento financeiro foi obtido à custa de vender a todos nós aquilo que já era nosso (os terrenos do aeroporto, doados “à força” por particulares, no tempo de Salazar e Duarte Pacheco).
Quem agora ler a propaganda do António Costa vê, com desplante, propostas de mais emprego, mais habitantes, mais qualidade de vida. Então porque é que isso não foi feito nos últimos 6 anos?
A oposição de direita tem algumas boas propostas práticas: manuais escolares do 1º ciclo gratuitos para todos as crianças de Lisboa, um túnel no Saldanha para completar o eixo Campo Grande – Marquês Pombal e, concretamente no meu bairro, estacionamento taxado para os não moradores; no entanto, como são oposição, podem naturalmente não passar de promessas, além do facto de o candidato, apesar do veredicto do Tribunal Constitucional, não se livrar do ónus do caso dos três mandatos.
Já o PCP, que já foi a maior força política de esquerda na cidade, com medo do desastre, candidatou uma figura de terceiro plano para não colocar nenhum dirigente importante sob o fogo do voto útil no Costa. O próprio Ruben de Carvalho deve ter dito basta, depois de humilhação de ver o Carvalho da Silva e o José Saramago apoiarem o Costa em 2009.
O BE, bem o BE, candidata o Semedo (mais uma vez) para não ser sequer eleito vereador.
Portanto resta muito pouco, provavelmente um voto nulo, ou num dos muito pequenos (PNR, MRPP… para colocar os extremos).
Parabéns ao António Costa, ao execrável Zé “que não faz falta” e à Roseta que, para um tachito já foi e apoiou tudo e mais alguma coisa, pela estrondosa vitória que vão certamente ter. E pêsames para os lisboetas. Não é assim Arq. Gonçalo Ribeiro Teles?


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