Começaram as aulas. Por enquanto foram apenas os exercícios de aquecimento. A minha menina mais nova tem todos os professores excepto o/a de Inglês. Nada de grave, portanto. Soube, no entanto, uma notícia inesperada que nem me passava pela cabeça: Há eleições autárquicas a 29 deste mês. São mais de três centenas de Câmaras Municipais, outras tantas Assembleias Municipais, mais dois ou três milhares de Juntas de Freguesia (não se sabe bem uma vez que há agregações). Somando cada Partido, Coligação ou Grupo de Cidadãos, serão talvez dezenas de milhar os portugueses candidatos a um lugar numa autarquia. Ora, qualquer que seja a posição, desde que candidatos efectivos ou um terço dos candidatos suplentes, segundo a CNE, têm "direito à dispensa do exercício das respetivas (*) funções, sejam públicas ou privadas, durante o período da campanha eleitoral, que se inicia no 12.º dia anterior e termina às 24 horas da antevéspera do dia da eleição.
Além dos candidatos efetivos (*), só têm esse direito os candidatos suplentes no mínimo legal exigível (isto é, em número não inferior a um terço dos candidatos efetivos (*), arredondado por excesso)."
Assim, falando só dos problemas do ensino, a juntar à baralhada com as colocações de professores, há alunos que vão ficar sem aulas até ao fim de Setembro, uma vez que há "setores" que se vão candidatar a um qualquer lugar numa autarquia, obviamente sem poderem ser substituídos.
Aguenta Portugal. Aguenta? Olhem que não sei...
Nota: os termos, com erro de português, "respetivas" e "efetivos" são da responsabilidade da CNE, uma vez que se tratam de cópias dos respectivos despachos, colocados entre aspas.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Saldos de fim-de-estação
António Costa é Presidente
da CML há 6 anos. Ora, durante esses 6 anos, Lisboa perdeu habitantes, empregos,
empresas e qualidade de vida. Felizmente para o António Costa (e infelizmente
para nós) o governo, ao aumentar o desemprego e ao diminuir o rendimento
disponível das famílias e das empresas, acabou por minimizar o caos do trânsito
e do estacionamento na cidade. Tal como o Demóstenes grego procuro durante o
dia, com uma lâmpada na mão, algo que esta vereação tenha feito para melhorar a
nossa condição de cidadãos de Lisboa e só encontro… nada. Em período de férias
passo junto às piscinas municipais do Campo Grande, da avenida de Roma e dos
Olivais e só encontro… nada; até o grande cartaz que, na campanha de 2009,
anunciava a piscina do Campo Grande para breve já não resistiu ao passar dos
anos. Os passeios (por exemplo na avenida da Igreja) estão aos altos e baixos e
cheios de relva; no meu bairro nada foi feito para regular o estacionamento. Um
morador que esteja de férias e necessite de sair de carro já não consegue
voltar a estacionar (falo obviamente de um morador, “classe média”, sem
garagem). Todas as obras (piscinas dos Anjos, do Rego, do Casal Vistoso) vêm do
tempo do “menino guerreiro”. Sobra o Terreiro do Paço (obra dos governos
centrais) e o caos da Ribeira das Naus, mais o “novo” Intendente e talvez umas
coisitas “queers” para pagar o apoio da “comunidade” LGBT. Muito pouco para 6
anos em que o saneamento financeiro foi obtido à custa de vender a todos nós
aquilo que já era nosso (os terrenos do aeroporto, doados “à força” por
particulares, no tempo de Salazar e Duarte Pacheco).
Quem agora ler a
propaganda do António Costa vê, com desplante, propostas de mais emprego, mais
habitantes, mais qualidade de vida. Então porque é que isso não foi feito nos
últimos 6 anos?
A oposição de direita tem
algumas boas propostas práticas: manuais escolares do 1º ciclo gratuitos para
todos as crianças de Lisboa, um túnel no Saldanha para completar o eixo Campo
Grande – Marquês Pombal e, concretamente no meu bairro, estacionamento taxado
para os não moradores; no entanto, como são oposição, podem naturalmente não
passar de promessas, além do facto de o candidato, apesar do veredicto do
Tribunal Constitucional, não se livrar do ónus do caso dos três mandatos.
Já o PCP, que já foi a
maior força política de esquerda na cidade, com medo do desastre, candidatou
uma figura de terceiro plano para não colocar nenhum dirigente importante sob o
fogo do voto útil no Costa. O próprio Ruben de Carvalho deve ter dito basta,
depois de humilhação de ver o Carvalho da Silva e o José Saramago apoiarem o
Costa em 2009.
O BE, bem o BE, candidata
o Semedo (mais uma vez) para não ser sequer eleito vereador.
Portanto resta muito
pouco, provavelmente um voto nulo, ou num dos muito pequenos (PNR, MRPP… para colocar os extremos).
Parabéns ao António Costa,
ao execrável Zé “que não faz falta” e à Roseta que, para um tachito já foi e
apoiou tudo e mais alguma coisa, pela estrondosa vitória que vão certamente
ter. E pêsames para os lisboetas. Não é assim Arq. Gonçalo Ribeiro Teles?
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