Em 2013 Portugal alcançou o primeiro superavit da balança de pagamentos, desde a segunda guerra mundial. É obra. No entanto tiro algumas conclusões telegráficas.
- O que é bom para a balança de pagamentos é mau para e economia conforme a temos estruturada;
- ou seja, embora haja algum aumento das exportações, este resultado é devido essencialmente à diminuição brutal das importações;
- ou seja, os portugueses, quando têm dinheiro no bolso, são chamados pelos "empresários" e pela publicidade a consumir preferencialmente produtos importados;
- ou seja, quando não têm dinheiro no bolso, deixam de consumir, como escrevi no parágrafo anterior, essencialmente produtos importados.
Portanto, revitalizar o mercado interno, como pede a maioria das pessoas, sem alteração do paradigma de consumo, é voltar à desgraça que nos conduziu até aqui.
Será que, se um dia tivermos dinheiro no bolso (os que nunca tiveram e os que perderam com o governo actual), vamos conseguir manter o equilíbrio da balança de pagamentos?
É que essa é a única hipótese de, acabando a austeridade, não voltarmos a cair na bancarrota.
Sinceramente, numa economia global em que os governos não podem aplicar taxas às importações, será uma tarefa hercúlea.
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