Devido à crise havia um grego que não tinha
sapatos. Queixou-se a um amigo. Este, solícito, sugeriu-lhe uma visita às sedes
dos partidos políticos. Talvez estes lhe resolvessem o problema. Chegado à sede
do Aurora Dourada, foi sovado por skinheads e mordido por cães. Na Nova
Democracia e no Pasok, sujeitos correctos e engravatados mandaram-no àquela
parte. E assim sucessivamente até que na sede do Syriza foi mandado sentar com
a pergunta:
- Sapatos?, sim senhor e então quer castanhos ou pretos. Ainda hesitou, mas, já que podia
escolher, optou pelos pretos porque "dão com tudo".
- Bom se quer pretos é na 2ª porta do lado direito.
- Obrigado.
- Sim senhor, quer sapatos pretos. São de atacadores
ou de pala?
- Quaisquer servem mas, já agora, podem ser de
atacadores para não caírem dos pés.
- Bom, se quer de atacadores é na 3ª porta do lado
esquerdo.
- Obrigado.
- Sim senhor, quer sapatos pretos, de atacadores.
Então e são de sola ou de borracha?
- Já que posso escolher pode ser de borracha que
dão para Verão e Inverno.
- Bom, se quer de borracha é na 1ª porta em frente.
- Obrigado.
Por tantas portas entrou e saiu o nosso herói que,
de repente, se viu novamente na rua, tão descalço como tinha entrado.
Tendo encontrado novamente o amigo, explicou-lhe a
trama, desde os skinheads até à indiferença dos partidos do centrão.
- Então e no Syriza?
- Bem, os dos Syriza também não dão nada a ninguém.
Só que esses é porque os alemães não deixam.
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