As respostas que José Sócrates deu à TVI são em
tudo semelhantes às que Isaltino Morais deu, quando estava em condições
semelhantes: "não fiz, não fui, nada me disseram, provem o contrário e
isto é tudo político". São, aliás, respostas típicas de políticos ou
ex-políticos quando colocados nessa situação. O que já é mais estranho (ou
talvez não) é que estando o 44 proibido de dar entrevistas e tendo-o feito
(isto foi uma entrevista) venha agora o advogado dizer que não foi, blá, blá- Seria mais lógico aceitar que foi e submeter-se
às consequências que estar agora numa de cobardice, chico-esperta,
caracteristica que seguiu ao longo da vida, desde as casas mamarracho da
Guarda, passando pela "pseudo-licenciatura" para acabar nas tretas de
Paris, do livro sobre tortura que - imagine-se - mandou o amigo comprar às
catadupas para fazer crer que se tinha vendido muito. Mais do que um processo
criminal, de é inocente "até prova em contrário", há uma
característica de personalidade que assoma em quase todos os seus actos: É, sem
dúvida, uma espécie de trafulhazeco, tal como a personagem bem retratada por
Woody Allen em "small time crocks". Confesso que já renovei o meu
stock de lenços. Se algum / alguma dos órfãos e viúvas do dito necessitar, faça
favor.
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