terça-feira, 3 de março de 2015

As respostas que José Sócrates deu à TVI são em tudo semelhantes às que Isaltino Morais deu, quando estava em condições semelhantes: "não fiz, não fui, nada me disseram, provem o contrário e isto é tudo político". São, aliás, respostas típicas de políticos ou ex-políticos quando colocados nessa situação. O que já é mais estranho (ou talvez não) é que estando o 44 proibido de dar entrevistas e tendo-o feito (isto foi uma entrevista) venha agora o advogado dizer que não foi, blá, blá- Seria mais lógico aceitar que foi e submeter-se às consequências que estar agora numa de cobardice, chico-esperta, caracteristica que seguiu ao longo da vida, desde as casas mamarracho da Guarda, passando pela "pseudo-licenciatura" para acabar nas tretas de Paris, do livro sobre tortura que - imagine-se - mandou o amigo comprar às catadupas para fazer crer que se tinha vendido muito. Mais do que um processo criminal, de é inocente "até prova em contrário", há uma característica de personalidade que assoma em quase todos os seus actos: É, sem dúvida, uma espécie de trafulhazeco, tal como a personagem bem retratada por Woody Allen em "small time crocks". Confesso que já renovei o meu stock de lenços. Se algum / alguma dos órfãos e viúvas do dito necessitar, faça favor.

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