No filme de desenhos animados, Hotel
Transilvânia, há uma personagem que passa a vida a comer objectos dos mais
variados tamanhos e feitios. Cada vez que é apanhada em flagrante, declara
imediatamente: “Não fui eu!”.
Assiste-se, na sociedade portuguesa contemporânea, a este fenómeno de infantilização das pessoas. Os políticos são corruptos, as coisas não funcionam, os desperdícios são imensos, mas nós nunca temos culpa. O “não fui eu” repete-se a cada passo, esquecendo-nos que somos nós que “os” colocamos lá. Figuras respeitadas e muito partilhadas nas redes sociais, como o advogado Marinho Pinto (e, no passado, Gonçalo Ribeiro Teles ou Rui Marques (*)) até se dão e deram ao trabalho de concorrer a eleições mas são sempre excluídos em detrimento dos passarões do costume. Querem apostar? Portugueses, vão mas é dar banho ao cão.
(*) Gonçalo Ribeiro Teles dispensa apresentações e Rui Marques, fundador da Associação CAIS e mentor do navio Lusitânia Expresso, que levou às águas de Timor a nossa vontade de libertação desse território, tiveram menos de 1% quando concorreram a eleições.
Assiste-se, na sociedade portuguesa contemporânea, a este fenómeno de infantilização das pessoas. Os políticos são corruptos, as coisas não funcionam, os desperdícios são imensos, mas nós nunca temos culpa. O “não fui eu” repete-se a cada passo, esquecendo-nos que somos nós que “os” colocamos lá. Figuras respeitadas e muito partilhadas nas redes sociais, como o advogado Marinho Pinto (e, no passado, Gonçalo Ribeiro Teles ou Rui Marques (*)) até se dão e deram ao trabalho de concorrer a eleições mas são sempre excluídos em detrimento dos passarões do costume. Querem apostar? Portugueses, vão mas é dar banho ao cão.
(*) Gonçalo Ribeiro Teles dispensa apresentações e Rui Marques, fundador da Associação CAIS e mentor do navio Lusitânia Expresso, que levou às águas de Timor a nossa vontade de libertação desse território, tiveram menos de 1% quando concorreram a eleições.
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