domingo, 23 de junho de 2013
O grande problema dos nossos tempos prende-se com o facto de, qualquer dia, sem darmos bem por isso, estarmos a desejar o que já existia durante o Estado Novo: Pleno emprego; professores prestigiados, alunos dóceis, pais apoiantes incondicionais dos professores e que davam a educação em casa; trabalhadores com direitos laborais definidos, cumprimento de horários, horas extraordinárias pagas, ausência de precários a recibo verde, não existência de contratos a prazo; respeito e segurança nas ruas; funcionalismo público (o célebre trabalho nas repartições) com direitos e emprego para a vida, bancos pujantes, o Benfica campeão europeu, etc... etc... E, tudo isto, apenas com uma pequena contrapartida: não nos metermos na política e o país não precisar de gastar balúrdios a organizar eleições, porque alguém, lá no alto, zela por nós. Como, ainda por cima, a guerra colonial já não poderia voltar, a coisa pode um dia ser tentadora para as massas.
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